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O estranho e maravilhoso mundo de Heath Robinson

Quem inventou uma máquina para fazer biscoitos de Natal? Ou um sistema que permita comer ervilhas sem ser necessário usar garfo ou faca? Todas estas ideias saíram da mente de William Heath Robinson – e nenhuma se destinava a funcionar.

Nascido em Londres, em 1872, Heath Robinson era um inspirado criador de banda desenhada, que satirizava máquinas complicadas mas inúteis, envolvendo uma quantidade de alavancas e roldanas ligadas com cabos. Estas bizarras geringonças eram essencialmente dispositivos para «poupar trabalho» que davam muito mais trabalho do que o sistema normal.

Estilo de vida automatizado

A sua obra-prima terá sido, provavelmente, a casa miniatura que construiu em 1934, para a exposição «A Casa Ideal», em Londres. Os seus ocupantes, um casal da classe média, desciam para tomar o pequeno-almoço por meio de cordas e através de alçapões existentes no tecto. À medida que aterravam nas cadeiras, o seu peso premia molas que colocavam um disco numa grafonola, ao mesmo tempo que espremiam um fole, fazendo sair o leite para o gato. No quarto das crianças, uma máquina empoava o rabinho do bebé.

Crocodilos: a matar há 200 milhões de anos

Os crocodilos utilizam todos os sentidos para encontrar e apanhar as presas. Os cientistas crêem que eles têm bom olfacto fora de água e excelente vista e, com os olhos no alto da cabeça, podem nadar quase submersos e continuar a ver.

Muitas das espécies caçam ao entardecer, ou à noite, e as suas pupilas, tal como as dos gatos, parecem, de dia frestas verticais, mas à noite abrem-se para captar mais luz.

Mas os crocodilos não adaptam muito bem os olhos às condições subaquáticas e, se totalmente submersos, ficam com hipermetropia. Debaixo de água, parece que se servem do som para detectar as presas. Têm os ouvidos mais sofisticados de todos os répteis, com pavilhões exteriores que se fecham, para os proteger da água.

Os sentidos dos crocodilos têm-se mantido em boa forma – há mais de 200 milhões de anos que caçam da mesma maneira e mudaram pouco durante todo esse tempo. Têm tido sorte com o lugar onde caçam – os outros animais terão sempre necessidade de beber água nos rios e nestes sempre houve peixes.

Saiba o que é o ano bissexto

O ano bissexto é o que excede o ano comum em um dia, que é acrescentado ao mês de fevereiro. Repete-se cada quatro anos, à exceção do último de cada século cujo número de centenas não seja múltiplo de quatro.

O calendário juliano acrescentava um dia de quatro em quatro anos, do que resultava um ano civil médio de 365,25 dias, e, portanto, só 0,0078 dias mais longo que o ano solar verdadeiro ou trópico, que é de 365,2422 dias. Alterando a regra dos anos bissextos, o calendário gregoriano reduziu esta diferença para apenas 0,0003 dias.

Na antiga União Soviética foi adotada uma regra para os bissextos que reduz ainda mais a diferença (cerca de 3 segundos), mas em todo o caso, serão necessários vários séculos para que se torne sensível a diferença, segundo o atual cômputo ocidental.

Sabia que a múmia de Cleópatra foi parar aos esgotos?

Diz-se que a múmia de Cleópatra ficou acidentalmente esquecida num museu de Paris quando foram devolvidos os tesouros pilhados por Napoleão no Egito.

Em 1940, trabalhadores encontraram a urna de uma múmia e despejaram o conteúdo nos esgotos; esta urna foi mais tarde identificada como sendo a de Cleópatra.

A Idade de Ouro de Atenas

Passaram quase 2500 anos desde que o templo da deusa Atena, o Pártenon, foi erguido em toda a sua glória sobre a antiga Atenas. Os turistas de hoje afluem lá aos milhares, para se maravilharem com as realizações arquitectónicas dos Atenienses. Uma sociedade que produziu uma obra tão perfeita deveria ter durado centenas ou até milhares de anos, mas o período agora designado por Idade de Ouro de Atenas não atingiu meio século.

A construção do Pártenon foi uma manifestação de orgulho cívico. Em meados do século V a.C., os Atenienses tinham todos os motivos para se gabarem, uma vez que a sua democracia promovia realizações políticas e culturais numa escala nunca até aí alcançada.

O estadista Péricles deu voz aos sentimentos dos Atenienses sobre a sua cidade. Num famoso discurso, em 431 a.C., louvou Atenas por ser «uma fonte de educação para a Grécia» – o pináculo da civilização e do governo democrático. Devido a este enorme orgulho, os Atenienses consideraram seu dever embelezar a cidade.

O Pártenon, construído entre 447 e 432 a.C., foi pago por fundos públicos, e milhares de contratos foram adjudicados a cidadãos. Cada pessoa assumiu a responsabilidade de uma pequena parte da construção – talvez transportando blocos de mármore ou canelando uma das colunas. Graças a este espírito comunitário, ficou quase terminado, em apenas nove anos.

Mas a Idade de Ouro provou ser boa de mais para durar. A peste, em 430 a.C., matou milhares de pessoas e a invasão dos Espartanos, em 404 a.C., pôs termo a outros projetos de construção. Nunca mais Atenas recuperaria as greves mas deslumbrantes glórias da sua Idade de Ouro.

Que levou os primitivos camponeses a ir para a cidade?

Cerca de 10.000 a.C., o tempo mudou no mundo – e para melhor. As camadas de gelo que tinham coberto por milénios a maior parte do hemisfério setentrional começaram a derreter-se. Numa zona do Médio Oriente, o Crescente Fértil, o resultado foi algo nunca antes visto: o nascimento de autênticas cidades.

Durante milhares de anos, as pessoas alimentaram-se da caça, da pesca e de plantas comestíveis. No Crescente Fértil, porém, o novo tipo de tempo – invernos frios e chuvosos seguidos de verões tórridos – alteraram esta maneira de viver. Plantas como o trigo e a cevada silvestres desenvolviam-se na primavera e germinavam de novo antes de a terra ressequir.

Os habitantes das cavernas da região cedo perceberam ser mais fácil mudarem-se para os campos de cereais do que arrastar as colheitas até às cavernas. Para executar depressa a colheita, grupos instalaram-se ali, trabalhando em conjunto. A certa altura, aumentaram a produção semeando os cereais.

Foi só necessário mais um passo para estas aldeias agrícolas se transformarem em cidades. Cerca de 9000 a.C., o abastecimento de alimentos ficou assegurado quando os camponeses aprenderam a irrigar o solo. Havia, de facto, excedentes de alimentos, circunstância de tal modo inédita que aqueles que os controlavam eram tratados como deuses.

Ao mesmo tempo, as pessoas eram atraídas para as aldeias onde se guardavam os alimentos, as quais se tornaram vilas, desenvolvendo ofícios especializados para servir a bem alimentada população. Por volta de 3500 a.C., nas áreas férteis do Médio Oriente existiam povoações que, pela sua organização e economia, eram autênticas cidades.

Tigltpilesar III da Assíria

Rei da Assíria entre 745 e 727 a.C. Submeteu a Babilónia e reconquistou a Arménia, Síria, Média, Caldeia, Damasco, Judeia e Gaza. Foi o primeiro rei a fazer migrações dentro do seu próprio império e repovoou com estrangeiros as áreas desertas. Na Bíblia aparece citado com o nome de Pul.

Tigltpilesar II da Assíria

Rei da Assíria entre 956 e 934 a.C. Pouco se sabe do seu reinado, mas consta que introduziu no país um grande número de cavalos, bois e cabras selvagens, assim como espécies vegetais exóticas.

Tigltpilesar I da Assíria

Rei da Assíria entre 1116 e 1077 a.C., um dos primeiros conquistadores assírios. Conquistou um vasto império, que compreendia toda a região do Tigre e do Eufrates até à Babilónia, Arménia ocidental e Ásia menor oriental até ao Ponto. Ficou famoso pelas suas façanhas de caçador.

Ofónio Tigelino

Ofónio Tigelino (10-69) foi um político romano, nascido em Agrigento. Prefeito do Pretório (62) e favorito do imperador Nero, a quem cobardemente abandonou aquando da sublevação dos pretorianos. Suicidou-se por ordem de Otão, um dos sucessores de Nero.