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Inês de Castro: homenagem a uma rainha morta

Na cidade de Coimbra realizou-se, no fim do verão de 1360, uma cerimónia macabra. Por ordem do rei D. Pedro I, o Justiceiro, os mais altos dignatários de Portugal avançaram um a um e beijaram a mão do cadáver de uma mulher sentada no trono, ataviada com vestes reais e já em adiantado estado de decomposição.

Era o corpo da fidalga castelhana Inês de Castro, casada secretamente com D. Pedro I, recentemente coroado. Inês viera para o nosso país em 1342, como aia da princesa D. Constança, legítima mulher de D. Pedro, então herdeiro do trono.

Os amores ilícitos do príncipe com Inês, antes e depois do falecimento de D. Constança, causaram escândalo na corte e não só: receoso das influências que os poderosos irmãos castelhanos de D. Inês pudessem exercer no ânimo do herdeiro do trono e na continuidade – contestada por Castela – da nacionalidade portuguesa, ainda periclitante, o rei D. Afonso IV mandou-a matar.

Três foram os seus carrascos: Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pêro Coelho, que no dia 7 de janeiro de 1355 se dirigiram ao Paço de Santa Clara, em Coimbra, cumprindo a sentença real. Inês foi degolada diante dos seus quatro filhos.

Mal subiu ao trono, em 1357, D. Pedro pediu ao rei de Castela a extradição dos carrascos de D. Inês, que no país vizinho se haviam refugiado após a morte de D. Afonso. Só dois foram apanhados: Álvaro Gonçalves e Pêro Coelho, a quem D. Pedro ordenou que, na sua presença, fossem arrancados os corações – a um, pelo peito, e a outro, pelas costas.

D. Inês, vítima do que hoje se chamaria um crime político, está sepultada, ao lado de D. Pedro, num túmulo do Mosteiro de Alcobaça.

Urussoff: o homem que comprou o Mar Negro

Na família do príncipe Urussoff, um nobre russo, existia uma superstição inicialmente muito dispendiosa, mas que no final de tornou bastante lucrativa.

Quando o príncipe se encontrava com a mulher em lua-de-mel, no mar Negro, o anel de noivado caiu do anelar da princesa e desapareceu nas ondas. O príncipe, lembrando-se da crença familiar de que a perda de um anel de noivado acarretaria a perda da própria noiva, fez a única coisa que se lhe afigurou possível: comprou as duas margens do mar Negro, a centenas de proprietários, por mais de 40 milhões de dólares. Raciocinou que, possuindo ambas as margens, seria dono de todo o mar e do que se encontrasse no fundo do mesmo.

Quando o príncipe morreu, os seus herdeiros, que já não necessitavam de possuir o anel, venderam o mar Negro por 80 milhões de dólares.

Dr. Sydney Britton e o chimpanzé Bonga

Como foi possível aos nossos antepassados longínquos desenvolverem um cérebro de tão grandes dimensões e aprenderem a caminhar sobre duas pernas?

O zoólogo Dr. Sydney Britton decifrou provavelmente o mistério quando, instalando numa pequena ilha um chimpanzé chamado «Bonga», reparou que, quando a neve cobria o solo, ele caminhava ereto, aparentemente para proteger o corpo do frio e da humidade, reação, segundo opinião do Dr. Britton, similar à dos nossos antepassados, que permitiu uma maior irrigação sanguínea dos cérebros, os quais se desenvolveram, iniciando-se assim o longo processo da evolução do Homem.

Haroldo III da Noruega

Haroldo III (1015-1066) foi rei da Noruega, sucessor de seu sobrinho Magno I. Em 1042, tomou parte numa rebelião contra este e, como resultado de um acordo, herdou metade do reino (1046). No ano seguinte herdou a outra metade.

Depois de sofrer várias derrotas perante os Dinamarqueses, morreu ao tentar um desembarque em Inglaterra.

Haroldo I da Noruega

Haroldo I (850-933) foi rei da Noruega, sucessor de seu pai Halfden, como chefe de Vestfold (863).

Com a vitória naval de Hafrstfjord (872) unificou a Noruega num só reino, destituindo os nobres que se negaram a aceitar o seu sistema feudal. Sucedeu-lhe seu filho Erik.

Haroldo II de Inglaterra

Haroldo II (1022-1066) foi rei de Inglaterra. Era o segundo filho de Godwin, a quem sucedeu no condado de Wessex (1053).

Em 1064 visitou a Normandia, onde prometeu a Guilherme apoiar as suas pretensões à herança do rei Eduardo. Morto este (1066), os nobres, ao que parece por recomendação do próprio Eduardo, proclamaram Haroldo rei. Mas, no mesmo ano, Guilherme invadiu a Inglaterra e derrotou Haroldo em Hastings.

Haroldo I de Inglaterra

Haroldo I foi rei de Inglaterra, filho mais novo de Canuto, o Grande, por morte do qual (1035) recebeu as províncias situadas a norte do Tamisa, enquanto o Wessex era reservado para o seu irmão Hardiknut. Em 1037, o Wessex passou também para o poder de Haroldo, que viria a falecer em 1040.