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Maarten Harpertszoon Tromp

Maarten Harpertszoon Tromp (1597-1653) foi um almirante holandês, nascido em Briel. Venceu uma frota espanhola na Batalha das Dunas (1639). Comandou a esquadra nas batalhas de Dover e Dungueness (1652) e Portland, North Foreland e Schveningen (1653), tendo morrido nesta última (Primeira Guerra Anglo-Holandesa).

Orlando Teruz

Orlando Teruz (1902-1984) foi um pintor brasileiro, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Estudou pintura com João Batista da Costa e com Rodolfo Chambelland, na Escola Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro. Pertenceu à geração de Portinari, tendo os seus quadros retratos e cenas brasileiras.

Origem do apelido Temudo

Apelido português que é originário de uma alcunha, já que em tempos muito recuados temudo significava «temível» ou «temido». Surge, por vezes, mesmo nos dias de hoje, grafado como Themudo.

O apelido surge documentado, em Abrantes, nos inícios do século XV, donde terá passado a Proença-a-Nova e a outros locais; ao longo dos tempos contraiu relações matrimoniais com outras famílias dando origem, por exemplo, aos Temudos Baratas.

Marco Túlio Tiro

Marco Túlio Tiro (século I a.C.) foi um erudito romano que, primeiramente escravo e depois liberto de Cícero, o serviu na qualidade de secretário e amanuense. Publicou vários discursos de Cícero e umas 60 epístolas Ad familiares, muitas das quais, dirigidas ao próprio Tiro, revelam o apreço em que o tinha o ilustre tribuno. Deve a fama a um sistema de «notas tironianas», antecedente da estenografia.

Tirídates da Arménia

Rei da Arménia, perseguidor dos cristãos sob o imperialato de Diocleciano. Após a sua conversão, favoreceu o Cristianismo. A Igreja arménia venera-o como santo.

Mosteiro de São Salvador de Travanca

Mosteiro beneditino, perto de Amarante, provavelmente fundado no princípio do século XI. Alvo da cobiça de poderosos comendatários, no século XVI foi reformado a partir de 1569, com a incorporação na Congregação Portuguesa. Durante alguns anos, no século XVII, serviu de colégio de Filosofia para os monges da congregação. A supressão das ordens religiosas, em 1834, levou à sua extinção.

Louis Gabriel Suchet

Louis Gabriel Suchet (1770-1826) foi um marechal francês, nascido em Lyon. Depois das campanhas de Itália de 1800, foi nomeado chefe do exército francês em Aragão (1808). Conquistou Tarragona e mais tarde Valência e Albufera, pelo que recebeu o título de duque de Albufera. Após a queda de Napoleão, perdeu a sua nomeação de par.

Tratado de Saragoça

O tratado de Saragoça foi assinado entre D. João III, de Portugal, e Carlos V, em 22 de abril de 1529, para resolver a questão das Molucas, que foram vendidas a Portugal por 350 ducados de ouro. Uma compra desnecessária, pois as ilhas pertenciam, segundo o Tratado de Tordesilhas, a Portugal.

Jogos Olímpicos: foi um barão francês que fez reviver um antigo espetáculo grego

Tudo começou em 776 a.C. com uma simples corrida a pé de 200 metros em Olímpia, no sudoeste da Grécia. Todos os quatro anos a partir dessa data, atletas, poetas e artistas ali se encontravam para um festival em honra de Zeus. Além da corrida, este acontecimento, que mais tarde passou a durar cinco dias, incluía luta, boxe e o pentatlo (corrida, salto, disco, dardo e luta). Os vencedores eram aclamados heróis e o festival merecia um lugar permanente no calendário grego para marcar um período de quatro anos, que era chamado a Olimpíada.

Os antigos gregos davam tanta importância aos Jogos Olímpicos que faziam uma trégua de três meses entre as cidades em guerra – o tempo dos atletas se deslocarem ao estádio de Olímpia, no Peloponeso, competirem e regressarem para continuar a combater.

Os jogos duraram quase 1200 anos, até 393 d.C., quando o imperador romano cristão Teodósio I baniu todas as comemorações «pagãs». Um milénio e meio mais tarde, um barão francês iniciou uma campanha para recriar esse espírito de competição bem-humorada mas séria. E, à custa de muita persistência conseguiu.

A família do barão Pierre de Coubertin queria que ele fosse militar, mas Coubertin acreditava que a causa da paz seria mais bem servida por uma reunião regular de atletas amadores e empregou a sua energia a realizar o seu sonho. Na década de 1890, apelou inúmeras vezes para as associações desportivas internacionais e, por fim, persuadiu-as a restabelecer o nome e o espírito dos antigos Jogos Olímpicos. Em 1896, o rei Jorge I, da Grécia, inaugurou a primeira Olimpíada em Atenas.

Contrariamente às competições antigas, estas novas Olimpíadas não fizeram esquecer a inimizade entre as nações e foram suspensas durante as duas guerras mundiais. As realidades económicas também minaram o princípio de que só atletas amadores podiam competir. E, mais de uma vez, a política ditou quem participaria ou não. Mas, graças a Coubertin, ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos é uma das mais altas realizações desportivas.

Nos primeiros Jogos Olímpicos modernos, em 1896, o corredor grego Louis Spiridon correu a maratona em pouco menos de três horas.

O espírito revolucionário anuncia as instituições democráticas

Em 1614, o rei Jaime I de Inglaterra declarou secamente: «Surpreende-me que os meus antepassados permitissem que uma tal instituição viesse a existir.» Essa instituição era o Parlamento, que frustrava frequentemente os intuitos do rei. Este acreditava que os reis eram designados por Deus e possuíam o «direito divino» de governar.

Como apareceram as modernas democracias ocidentais em face desta crença? A resposta assenta principalmente na Inglaterra do século XVII, que viu o rei Carlos I ser decapitado por tentativa de usurpar os poderes do Parlamento. Este período turbulento terminou em 1689, com o princípio firmemente estabelecido de que o monarca governaria juntamente com o Parlamento, não podendo lançar impostos sem o consentimento deste.

«Não à tributação sem representação» tornou-se o grito de guerra da América revolucionária, e os jovens Estados Unidos declararam a igualdade dos homens e com a independência, em 1776, incluindo as eleições na Constituição de 1787. Dois anos mais tarde, o rei Luís XVI convocou os Estados Gerais – a assembleia legislativa da França pré-revolucionária – pela primeira vez desde 1614, para aumentar os impostos e evitar a bancarrota, e acabou por ficar sem a cabeça aos gritos de «liberdade, igualdade, fraternidade».

Os princípios e slogans destes revolucionários da Inglaterra, da América e da França impulsionaram a exigência de democracia na Europa e, em finais do século XIX, poucos governantes tinham vontade ou poder para resistir. As monarquias que ignoraram o desejo de o povo escolher o próprio governo não sobreviveram muito à I Guerra Mundial, em especial as do lado vencido.

Alguns soberanos conservaram os tronos, mas cedendo poder ao povo e aos seus representantes. E é tão forte o ideal da democracia que até os regimes mais opressores têm realizado eleições, embora viciadas, para simular o apoio popular.