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Sears Tower: a jóia dos arranha-céus

O considerável aumento da densidade demográfica levou à construção das grandes cidades de arranha-céus norte-americanas de Nova Iorque e Chicago.

Já no Império Romano, contudo, se ergueram os precedentes dos arranha-céus, construções com cinco pisos, cujo rés-do-chão era ocupado por lojas que abriam para a rua e os andares superiores por casas com varandas.

O mais famoso dos modernos arranha-céus era o Empire State Building, concluído em 1932, de 375 metros de altura, que dominou a cidade de Nova Iorque até ser ultrapassado, em 1970, pelas torres gémeas, de 405 metros, do World Trade Center.

Em 1973 o World Trade Center foi suplantado em altura pela Sears Tower, em Chicago, de 435 metros, ou seja mais 30 de altura que o edifício anterior.

A Sears Tower tem 110 pisos e dispõe de espaço para escritórios com capacidade para 16 500 empregados, numa área que cobre 408 136 m². Mais de 17 000 toneladas de equipamento de refrigeração mantêm as dependências do edifício a uma temperatura de 22⁰C (72ºF) durante todo o ano.

A torre dispõe de uma estação própria geradora de eletricidade, subterrânea, que não só fornece energia elétrica para o edifício como reforça o sistema de abastecimento do centro citadino em redor.

As primeiras propostas para ligar Inglaterra e França

A primeira proposta para ligar a Inglaterra e a França por meio de um túnel sob o canal da Mancha foi apresentada, em 1802, pelo engenheiro francês Albert Mathieu, que considerava viável estabelecer, através de um túnel iluminado à luz de velas, o trajeto a percorrer, em menos de uma hora, pelos cavalos de posta, que puxariam diligências entre Dover e Calais.

Os trabalhos tiveram início em Abbotscliffe, perto de Folkestone, em 1881. Ainda é possível ver os restos desta aventura: um túnel húmido, de 2 metros de altura e cerca de 800 metros de comprimento, por detrás de um portão de madeira fechado, num banco rochoso e batido pelas águas do condado de Kent.

Os planos sugeridos para o Chunnel, como os jornais o batizaram, foram muitos e elaborados, como um caminho de ferro submarino passando por um túnel de ferro fundido, com torres para observação e ventilação, em forma de campanários, proposto pelo engenheiro francês Hector Horeau no ano de 1851.

Os transístores tornaram possíveis as viagens espaciais

A redução das dimensões dos circuitos elétricos – e de todos os mecanismos que deles dependem, desde os minúsculos aparelhos auditivos a computadores, televisores de linhas estreitas e naves espaciais – não teria sido possível sem a invenção dos transístores, em 1947.

Os três norte-americanos a quem este invento se deve, William Shockley, John Bardeen e Walter Brattain, receberam em conjunto o Prémio Nobel. Trabalhavam para os laboratórios da Bell Telephone em Nova Jérsia, onde tinham estado a investigar processos que permitissem uma ligação mais rápida das chamadas através de uma central telefónica.

A sua descoberta fundamental foi a de que um fragmento de germânio ou de silício podia amplificar a fala até 40 vezes.

Os átomos de algumas substâncias, tais como metais, mantêm os seus eletrões soltos, o que permite facilmente a indução de uma corrente elétrica. Outros materiais, como o vidro e a borracha, mantêm os seus eletrões coesos.

O germânio e o silício, situados numa posição intermédia entre estas categorias, são conhecidos como semicondutores. Os três investigadores descobriram que várias camadas de germânio ou silício, submetidas à ação de partículas de produtos químicos, aumentavam a voltagem de um impulso elétrico passado através delas.

Peixes-limpadores: fígaro dos oceanos

Os peixes-limpadores ou barbeiros agrupam-se para prestarem serviços a outros, estabelecendo a sua base numa abertura na rocha, perto de uma anémona-do-mar ou de uma esponja de cor brilhante, em frente da qual formam fila. Cardumes de peixes de maiores dimensões esperam a sua vez para serem limpos e recompensam os limpadores com alimento. Estes peixes devoram fragmentos de pele morta, parasitas, bactérias e fungos.

Os peixes que utilizam os serviços dos limpadores cooperam com estes, erguendo uma das coberturas das guelras para lhes permitirem a entrada e abrindo a outra para os deixarem sair, uma vez o trabalho executado. Mesmo os tubarões e outras espécies mortíferas deixam estes peixes penetrar nas suas bocas sem os atacar.

Peixes que vivem muito afastados no mar, tais como o peixe-lua, percorrem longas distâncias para terra a fim de recorrerem aos serviços dos limpadores.

Globigerinas: construtoras minúsculas mas poderosas

A observação dos penhascos brancos de Dover ou dos depósitos de calcário do Mississippi permite verificar como as globigerinas (Globigerinoides sacculisera), minúsculos protozoários cuja concha tem apenas cerca de 0,4 milímetros de largura, alteraram a face da Terra.

Estes animais, denominados foraminíferos, são simples manchas de protoplasma que vivem no interior de conchas perfuradas por centenas de orifícios, através dos quais se projetam fios de protoplasma que recolhem alimento.

Quando os animais morrem, as suas conchas vazias depositam-se no fundo do mar, onde, após milhões de anos, se juntam, formando extensos bancos calcários.

Pseudoescorpião: «igloo» do tamanho de um dedal

O pseudoescorpião, de dimensões reduzidas, constrói um ninho semelhante a um igloo pouco maior que um dedal. O animal, que apresenta afinidades com o verdadeiro escorpião, tem 6 milímetros de comprimento e é desprovido de cauda e aguilhão; a estrutura que constrói em torno de si próprio é formada por grãos de areia e fragmentos de madeira e de pedra cimentados com uma camada de fios de seda.

Finalmente, na extremidade superior da cúpula já erguida, abre-se apenas um pequeno orifício, através do qual o pseudoescorpião sai para procurar novos materiais. Por último, o animal fecha também esse orifício e reforça as paredes internas da estrutura com nova camada de seda, antes de iniciar a postura dos ovos ou a muda da cutícula.

Inseto coleóptero necrófago: agente funerário da Natureza

Um animal que executa uma estranha tarefa é uma espécie de inseto coleóptero necrófago. Quando se verifica a morte de um animal, o cheiro exalado pelo cadáver atrai este inseto, preto e cor de laranja, que, deitando-se de costas sob aquele, o remove até um local próprio para o enterrar. Depois, com a ajuda da fêmea, abre uma cova onde deposita lentamente o cadáver.

Usando a pelagem do animal como ninho, a fêmea desova num túnel que parte da câmara funerária. Quando os ovos eclodem, as larvas alimentam-se do corpo putrefacto até crescerem e se tornarem adultas, após o que saem para o exterior a fim de exercerem a função que lhes é própria de agentes funerários da Natureza.

Térmitas: um milhar de ovos por dia

As dimensões das rainhas de algumas térmitas desenvolvem-se progressivamente até excederem 100 ou mais vezes as dos restantes membros da colónia. Estas rainhas vivem encerradas numa câmara real, na parte mais segura da termiteira, onde são alimentadas pelas obreiras. Uma rainha adulta, fertilizada regularmente pelo macho, pode pôr até 1000 ovos por dia, à razão de mais de um por minuto.

Tanto a rainha como o macho segregam um ácido que outros membros da colónia lambem, o qual impede que neles se desenvolva a capacidade de reprodução. Se a rainha se torna estéril, deixa de ser alimentada e morre de fome, sendo o seu corpo em seguida devorado pelas restantes térmitas. Sem o fluido contraceptivo, uma fêmea com a idade adequada desenvolve a capacidade reprodutora, tornando-se assim a rainha. Um macho que se torne estéril é de igual forma substituído por outro.

Celacanto: o peixe sobrevivente

Em 1938, pescadores entregues à sua faina, no oceano Índico, ao largo da costa de África, apanharam um peixe estranho, de um azul-metálico, de quase 1,80 metros de comprimento. Revestiam-lhe o corpo escamas grandes e espessas e barbatanas fortes e carnudas, que usava provavelmente para se deslocar ao longo do fundo do mar.

Mais tarde, quando o apresentaram ao professor J. L. B. Smith, o eminente biólogo marinho, para identificação, este comentou: «A minha surpresa pouco maior teria sido se tivesse visto um dinossauro a descer a rua.» A conotação do comentário proferido é de facto excedida pela singularidade do animal capturado, um celacanto, peixe até agora conhecido apenas como fóssil e que, como tal, aparece em rochas de 400 milhões de anos – 200 milhões de anos mais antigas do que os próprios dinossauros.

O exame destes peixes – vários espécimes foram apanhados na última década – revela que eles pouco diferem dos seus antepassados fossilizados. Dotados de corações mais primitivos do que os de qualquer outro vertebrado e cérebros cujo peso equivale apenas a ¹/¹⁵ ⁰⁰⁰ do seu corpo, pertencem a uma era distante em que o mundo era jovem.

Enguia-de-casulo: nó do assassino

Uma espécie de peixe mixiniforme, a enguia-de-casulo, enrola-se num nó, após o que espeta o seu dente único e afiado numa das guelras da vítima.

Uma vez firmemente unido à presa, o viscoso animal imprime ao corpo um movimento helicoidal, com a ajuda do nó que formou, introduzindo-se, progressiva e completamente, dentro do corpo da vítima, que devora viva a partir das entranhas, consumindo-a integralmente, até restarem apenas a pele e as espinhas.

Segundo se crê, o nome deste peixe em inglês (hagfish – peixe-bruxa) deriva do seu aspecto repelente, que o assemelha ao de uma bruxa com um único dente.