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Origens da escrita destinada aos cegos

Até 1819 o tipo de escrita destinado aos cegos consistia apenas em caracteres do alfabeto salientes, feitos de madeira, chumbo, ramos ou mesmo agulhas e alfinetes espetados em almofadas. Valentin Hauy, fundador do Instituto Nacional para os Cegos Jovens, em Paris, fabricou letras de pano de 75 mm de espessura que fixou em papel.

Em 1819, no mesmo ano em que um rapaz cego de 10 anos, chamado Louis Braille, entrava no Instituto, um capitão francês de artilharia tentou interessar a Academia das Ciências de Paris por um novo sistema que descreveu como «escrita noturna».

O capitão Charles Barbier de la Serre concebera um alfabeto de pontos e traços salientes sobre tiras de cartão que os soldados podiam «ler» com as pontas dos dedos quando estivessem em ação durante a noite.

Barbier de la Serre também apresentou este sistema ao Instituto, que o rejeitou por considerar demasiado complexa a combinação de 12 pontos para cada letra em que se baseava.

O sistema de La Serre, porém, despertou o interesse de Braille, então adolescente, que o simplificou. Assim se desenvolveu o Sistema Braille, agora internacionalmente conhecido.

O plano de apostas de Horatio Bottomley

O sonho de todos os apostadores é conhecer antecipadamente o resultado de uma corrida de cavalos. O político Horatio Bottomley, proprietário de uma coudelaria, descobriu, pouco tempo antes da I Guerra Mundial, um sistema audacioso que lhe permitia tornar o seu sonho realidade. O plano era simples: não só apostaria em todos os cavalos numa determinada corrida como seria o dono de todos os animais e faria com que estes atingissem a meta pela ordem desejada.

Bottomley escolheu a Bélgica para perpetrar o seu golpe, porque as leis que regulamentavam as corridas não eram nesse país tão estritas como na Grã-Bretanha. Contratou seis jóqueis ingleses para montar os seus cavalos em Blankenberg, uma cidade à beira-mar onde a pista serpenteava ao longo da praia e as dunas de areia por vezes ocultavam os cavalos.

Os jóqueis receberam instruções precisas – e os associados de Bottomley em Inglaterra fizeram apostas vultosas, considerando a ordem prevista para a chegada. A meio da corrida, porém, surgiu o inesperado: uma espessa neblina marítima invadiu a pista e os jóqueis perderam irremediavelmente contato entre si. Cortaram confusamente a linha de chegada – e o golpe de Bottomley custou-lhe uma fortuna.