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Terremoto de São Francisco de 1906

No dia 18 de abril de 1906, um pouco antes do nascer do Sol, a cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, foi sacudida por um terremoto. Verificaram-se desmoronamentos e rebentaram as condutas de água, em virtude do que não foi possível combater os incêndios que se declararam pela cidade e que devastaram uma área de 10 km². Morreram na catástrofe cerca de 700 pessoas.

A cidade, reconstruída, poderá eventualmente ser de novo destruída no futuro, se não se descobrir um processo de evitar os sismos.

São Francisco está assente sobre a falha de Santo André, local de encontro das placas pacífica e americana. A falha dirige-se de sudeste para noroeste, a alguns quilómetros da costa. A placa pacífica está a passar pela placa americana à razão de cerca de 25 mm por ano, afastando uma grande área da Califórnia do continente para o Pacífico. Dentro de 20 milhões de anos, Los Angeles, atualmente 560 km ao sul de São Francisco, ter-se-á deslocado a uma distância quase igual para norte.

Mas o movimento das placas não é regular. Por vezes, os grandes blocos prendem-se uns nos outros, embora as enormes pressões que os impelem se mantenham, o que acaba eventualmente por provocar uma convulsão que resulta num sismo. Foi o que sucedeu em 1906.

A partir de então, a Terra não voltou a ser abalada nesse local com tanta intensidade. Mas na base da falha, até algumas dezenas de quilómetros de profundidade, a tensão vai crescendo, aproximando-se perigosamente dos limites de ruptura.

A máquina de Marly em Versalhes

A falta de água foi um problema com que sempre se debateu Versalhes, cuja sede insaciável nunca era satisfeita.

Nos jardins, Luís XIV exigia água para 1400 fontes. O volume de água requerido excedia a quantidade disponível para toda a cidade de Paris.

Sempre que o rei passeava pelos jardins de Versalhes, os comandos de saída de água eram operados por numerosos criados, para que, onde quer que Luís XIV se encontrasse, as fontes funcionassem. O encarregado ficava sujeito a uma multa sempre que uma fonte não trabalhasse.

A procura de um meio adequado para abastecer de água o palácio inspirou esquemas e invenções originais e espantosos, dos quais o mais conhecido foi a enorme máquina de Marly.

A construção desta máquina, cujo propósito era elevar do Sena um caudal de água constante, teve início em 1681.

Catorze enormes azenhas, cada uma das quais com 10 metros de largura, moviam 221 bombas, que transportavam a água do Sena até às colinas, situadas a 162 metros de altura.

Porém, depois da sua conclusão, em 1684, começou a construir-se um aqueduto destinado a transportar a água para dois reservatórios próximos de Versalhes.

A máquina sofria avarias constantes e exigia reparações dispendiosas.

Enforcado devido ao sonho de um forasteiro

Quando, no século XIX, Shaun Cott desapareceu do distrito de Maitland, Nova Gales do Sul, presumiu-se que partira com os exploradores em busca de ouro – até que um homem recém-chegado à região teve um sonho tão cruel que levou a Polícia a escavar parte da herdade em que Cott trabalhara. Encontraram o seu corpo, com o crânio despedaçado. O patrão de Cott foi enforcado pelo assassínio, que nunca teria sido descoberto se não fosse o sonho de um forasteiro.

Que aconteceu a Angkor?

Menos de 30 anos após a morte do imperador Suryavarman II, a cidade de Angkor foi conquistada e saqueada pelos Cham, vindos do Laos em 1177. Dez anos depois, estes foram derrotados pelo imperador Jayavarman VII, mas os dias da cidade estavam contados.

No século e meio que se seguiu, o império foi invadido pelos Thais, vindos do oeste, e pelos Mongóis, vindos do norte. Os Thais apoderaram-se de Angkor em 1369, 1388 e de novo em 1431. Apesar dos baluartes que a rodeavam, a cidade era realmente indefensável.

Finalmente, o minucioso sistema de irrigação para cultivo de arroz de que Angkor dependia foi destruído, e no ano de 1434 a capital foi transferida para um local perto de Phnom Penh, ficando Angkor abandonada à selva.

Angkor Vat: um monumento grandioso

O mais grandioso dos monumentos de Angkor ergue-se talvez a cerca de 1,5 km das muralhas da cidade – Angkor Vat, um dos mais belos e famosos santuários do mundo.

Construído no século XII pelo imperador Suryavarman II, sob cujo reinado o império e a cidade atingiram a sua maior prosperidade, é rodeado por um fosso de 1,5 km que forma um quadrado quase perfeito.

O templo é um complexo surpreendente de lagos e bibliotecas, claustros e galerias, santuários e escadarias. Por detrás da parede central do santuário, a galeria inferior contém, ao longo dos seus 800 m de circunferência, um friso de relevos de caráter realista inspirados em lendas e livros santos hindus, de cerca de 2,5 m de altura.

Acima desta galeria ergue-se um templo em forma de pirâmide, de três andares, até ao grupo central, de cinco torres, a mais alta das quais atinge cerca de 65 m – os marcos indicativos que guiaram Henri Mouhot até às ruínas da cidade.

Um susto súbito cura os soluços?

Têm sido propostos milhares de remédios para os soluços, todos defendidos por adeptos entusiastas. Alguns parecem resultar, outros não. As investigações realizadas sobre casos conhecidos indicaram que, se o paciente crê firmemente na eficácia de um tratamento determinado, na maior parte dos casos este resulta de facto, razão por que os médicos concluíram que a cura é, pelo menos em parte, psicológica.

Generalizou-se a crença de que um susto põe termo a um ataque de soluços; os médicos, porém, advertem de que o susto causa mais frequentemente a morte do que os soluços. Consequentemente, neste caso, «a cura é pior do que a doença».

O norte-americano Jack O'Leary calculou que, entre 1948 e 1956, teve 160 milhões de soluços: tentou 60 000 remédios, que se revelaram todos inúteis. Finalmente, em desespero de causa, rezou a São Judas Tadeu, patrono das causas perdidas. Os soluços passaram completamente.

Outra vítima foi Heinz Isecke, um canalizador de Hanôver, de 55 anos, que teve soluços durante oito meses, depois de ter sofrido uma intervenção cirúrgica em novembro de 1973. Recebeu sugestões de todas as partes do mundo. Tentou-as todas, sem êxito. Alarmados com o seu enfraquecimento, os médicos operaram-no de novo, mas os soluços continuaram.

Finalmente, desesperado, Heinz bebeu uma mistura de ervas «secreta» enviada por um anónimo. Ao fim desse mesmo dia, os soluços tinham acabado. Curou-o a mistura ou a fé que nela depositara? Até agora, ninguém sabe dizê-lo.

Factos acerca dos astros mais próximos

Fora do sistema planetário da Terra, a estrela mais próxima do Sol é a Proxima Centauri, a uma distância de 4,25 anos-luz.

Contudo, não é de forma alguma esta a estrela mais brilhante nos céus da Terra. As quatro estrelas mais brilhantes são Sirius, da constelação do Cão Maior (a 8,7 anos-luz de distância), a longínqua Canopus (a 900 anos-luz), Alpha Centauri (a 4,3 anos-luz) e Arcturus (a 36 anos-luz).

O corpo celeste mais distante que pode ser observado da Terra à vista desarmada é a Grande Galáxia Espiral, na constelação de Andrómeda – a mais de 2 milhões de anos-luz. Surge apenas como uma pálida mancha luminosa.

A estrela de maiores dimensões visível a olho nu é provavelmente a Alpha Herculis, uma gigante vermelha – nome dado às estrelas em fase de arrefecimento.

As dimensões das estrelas mais pequenas que se conhecem equivalem sensivelmente às dos planetas – menos de 16 000 km de diâmetro, aproximadamente. A estrela de dimensões mais reduzidas até agora detectada é a Wolf 457, com um diâmetro de cerca de 0,003 do do Sol, portanto menor que a Terra. Algumas estrelas terão mesmo menos de 1700 km de diâmetro.

Comparadas com as dimensões do Sistema Solar, há estrelas enormes. A estrela variável VV Cephei, com cerca de 1,6 milhões de quilómetros de diâmetro, por exemplo, é 1220 vezes maior que o Sol. (Uma estrela variável é uma estrela cuja luminosidade, oscilante, varia num padrão ou ritmo regular.)

A parte da Via Láctea, galáxia à qual a Terra pertence, na região da constelação do Cisne (Cygnus) é considerada a área celeste mais densamente povoada.

Ione Rudner e o primeiro mamífero

Um fragmento de osso menor do que uma unha permitiu aos cientistas determinarem que os mamíferos – os mais antigos antepassados do homem – já existiam, pelo menos, no tempo dos dinossauros. Até 1966 pensava-se que os primeiros mamíferos haviam sido animais de dimensões semelhantes às do gato, que tinham vivido quando os dinossauros estavam praticamente extintos.

Mas a partícula de osso – encontrada por Ione Rudner, uma pesquisadora do Museu da África do Sul, na Cidade do Cabo – veio provar o contrário.

Ione Rudner ajudava a desenterrar ossadas de dinossauro numa encosta do vale do rio Orange, no Lesoto, quando notou uma pequena mancha branca numa encosta rochosa. Pensando que o fragmento não tinha qualquer importância, um dos membros da equipa arremessou-o ao chão, fazendo-o partir-se. Sentindo a sua curiosidade despertar, Rudner observou com uma lupa o fragmento, onde descobriu dentes.

Os pesquisadores encontraram mais partes do esqueleto e, após meses de minucioso trabalho, reconstituíram-no. Os ossos encontrados pertenciam a um animal de pequenas dimensões, semelhante ao musaranho, que viveu há 200 milhões de anos, aproximadamente na época em que os dinossauros começavam a surgir.

Anton Wilhelm Amo é homenageado com um Google Doodle

O Google Doodle deste sábado, dia 10 de outubro, ilustrado pela artista Diana Ejaita, residente em Berlim, celebra o filósofo, escritor e académico ganiano-alemão Anton Wilhelm Amo (1703-1759) – amplamente creditado como um dos primeiros estudantes e professores universitários africanos da Europa, bem como um dos mais famosos e notáveis filósofos negros do século XVIII. Em 1730, Amo recebeu o equivalente a um doutorado em filosofia pela Universidade de Wittenberg, na Alemanha.

Amo nasceu em 1703, perto da cidade de Axim, na Costa do Ouro da África (hoje Gana). Embora as circunstâncias de sua mudança não sejam claras, o futuro filósofo cresceu em Amesterdão, na Holanda, onde recebeu o nome de Anton Wilhelm pela família com quem morava. O futuro filósofo iniciou os seus estudos universitários em 1727 e dois anos depois concluiu a sua primeira dissertação: um argumento jurídico e histórico contra a escravidão europeia.

Anton Wilhelm publicou trabalhos numa grande variedade de disciplinas, da filosofia à psicologia, e estabeleceu-se como um renomado pensador iluminista. Ele passou a lecionar em várias universidades alemãs e também encontrou tempo para dominar sete idiomas durante a sua vida. Um influente campeão pela causa da abolição, Amo acabou enfrentando o racismo e a oposição às suas crenças. Em 1747, navegou de volta ao atual Gana, onde permaneceu pelo resto de sua vida.

Em homenagem ao legado de Anton Wilhelm Amo, a Universidade Martin Luther de Halle-Wittenberg ergueu uma estátua à sua semelhança em 1965. Em agosto de 2020, Berlim anunciou planos de dar o seu nome a uma rua no distrito de Mitte. E, agora, em outubro, a Google dedica-lhe um Doodle.

Cerimónia Gol: morte ou glória

De uma frágil torre de bambu e trepadeiras, com mais de 30 metros de altura, indígenas das ilhas de Pentecostes, no Pacífico Sul, lançam-se no ar, com lianas amarradas aos tornozelos. Trata-se de uma cerimónia semi-religiosa denominada gol, destinada a demonstrar a coragem dos que nela participam.

Quanto mais perto do solo o homem ficar suspenso, maior é a sua coragem. As lianas são cortadas de forma que o indígena fique suspenso a escassos centímetros do solo. Só as lianas que os prendem salvam os nativos de uma morte certa. Por vezes estas quebram-se e o saltador esmaga-se no solo.

No começo de 1974, a rainha Isabel de Inglaterra, o duque de Edimburgo e outros membros da família real britânica assistiam a uma cerimónia gol quando uma das lianas se partiu. O homem quebrou a coluna vertebral, vindo a falecer.