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Lua e Sol azuis

Tanto a Lua como o Sol podem aparecer azuis, tal como sucedeu com o Sol em 1883, após a erupção vulcânica do Krakatoa, em Java, e em 1950, quando a Lua surgiu azul em todo o hemisfério ocidental depois de um incêndio florestal em Alberta, no Canadá.

Justifica o fenómeno a interposição de moléculas individuais na atmosfera, particularmente poeiras, entre a fonte de luz e os observadores, em virtude do que a luz se dispersa, tornando-se, consequentemente, mais rica em ondas curtas – azuis e violeta – do que em ondas longas – amarelas ou vermelhas.

Gaston Menier e o caminho de ferro à mesa

Cerca de 1880, em casa do francês Gaston Menier, as refeições decorriam num ambiente bizarro e invulgar. Os pratos eram diretamente transportados da cozinha para a mesa num caminho de ferro elétrico, cujas carruagens, controladas pelo próprio anfitrião, deslizavam numa linha provida de quatro carris.

Não eram necessários criados, nem os convidados precisavam de passar os pratos de uns para os outros. O comboio podia transportar um total de quase 25 kg de alimentos a uma velocidade de 3 km/h. Segundo afirmava um conviva dos Menier, a refeição ganhava «uma vivacidade e uma intimidade muito especiais».

História das lâminas de barbear

Quando, em 1903, surgiram as primeiras navalhas com lâminas para barbear, o público comprou 51 navalhas e 168 lâminas. No ano seguinte foram vendidas 90.000 navalhas e 12.400.000 lâminas. O primeiro passo tendente a garantir um barbear mais seguro dera-o o londrino William Henson, que, em 1847, patenteara uma «guarda de dentes» destinada a navalhas de barba.

Em 1895 King C. Gillette, um vendedor de rolhas de Boston, teve a ideia de utilizar umas finas lâminas de aço colocadas num suporte por razões de segurança e tão económicas que podiam ser inutilizadas em vez de afiadas. Foram necessários oito anos para vencer as dificuldades técnicas da produção em massa – tendo então início a revolução no barbear.

Os ratos abandonam os navios prestes a afundarem-se?

Não é verdade que os ratos abandonem instintivamente os navios em risco de se afundarem; provavelmente, deixam os porões onde habitualmente vivem se um navio mete água.

É possível que, quando vêem inúmeros ratos abandonarem os porões de um navio, os marinheiros suspeitem das condições de navegabilidade do mesmo. É também possível que os ratos possam ser mais sensíveis do que os homens aos sismos de menor intensidade ou às quedas de estuque, o que justificaria uma crença antiga segundo a qual eles abandonam as casas prestes a desmoronarem-se.

Em tempos chegou a pensar-se que os ratos poderiam ser úteis na detecção de acidentes iminentes em minas de carvão.