Skip to content

Queima do Judas em Travassô

É uma manifestação de religiosidade popular. A tradição da queima do Judas perde-se no tempo e tem um caráter simbólico de expiação dos males e de purificação através do fogo. É uma festa com origem no imaginário cristão, segundo o qual Judas entregou Jesus à morte, tornando-se por isso um traidor.

A queima do Judas não é só o queimar de um boneco de palha, mas a representação no adro da igreja de um trabalho artístico e literário. Numa rivalidade saudável, entre os lugares de cima e de baixo, explora-se o aspeto satírico, crítico e humorístico com especial incidência na vida política e social.

No final, pela meia-noite, lê-se o célebre "Testamento do Judas" que consiste em deixar uma "herança" aos jovens solteiros de Travassô (Águeda), criando-se para o efeito quadras de escárnio e maldizer, onde se ridicularizam os vícios e costumes populares.

Parque Fluvial do Alfusqueiro

É um espaço verde e fresco de uma beleza imponente, que se localiza no concelho de Águeda. As árvores do parque fluvial do Alfusqueiro dão uma agradável sombra e os jardins com bancos convidam ao repouso e ao lazer. Ao longo de todo o rio existem mini-cascatas. E quem gostar de emoções fortes pode mesmo experimentar um passeio em barcos alugados.

Ponte A-dos-Ferreiros

Entre A-dos-Ferreiros e a aldeia do Préstimo, em Águeda, encontra-se a célebre ponte, envolta em lendas, que permite a passagem de uma das vias que dá acesso às elevações do Caramulo.

É uma velha construção de pedra sobre o rio Alfusqueiro, unindo as margens de um vale relativamente profundo e apertado. Xistosa por natureza, esta zona permite a descoberta de paisagens dignas de registo.

Nos dias 24 dos meses de agosto, setembro e outubro realiza-se neste lugar a conhecida feira do gado.

Solar da Quinta de Serém

Com enquadramento rural, o solar da Quinta de Serém, em Águeda, é isolado por uma superfície murada. Insere-se num vale rodeado por uma vasta área arborizada com uma flora rara, exótica e com trajetos tratados ao estilo romântico oitocentista.

Ponte do Marnel

Situada numa antiga rota romana, tudo indica que nessa época já existisse uma ponte, que foi reedificada na Idade Média e, novamente, em 1529.

Atualmente, a Ponte do Marnel (Lamas do Vouga, Águeda) assenta sobre quatro arcos de volta inteira. As suas siglas mais características remontam à época medieval.

História de Albergaria-a-Velha

O povoamento da região da Beira Litoral, onde existem várias mamoas, deu-se há muitos séculos, mas a povoação de Albergaria-a-Velha, propriamente dita, remonta ao século XII. Data de 1117 a instituição da albergaria pela Carta do Couto de Osseloa, sendo já nesta época um ponto importante de passagem para quem se deslocava no sentido norte-sul.

Com o intuito de proteger e abrigar os viajantes, a rainha D. Teresa mandou erguer uma albergaria, à qual concedeu alguns privilégios. A fundação deste ponto de abrigo, de que derivaria o topónimo da povoação, constitui dos primeiros passos na história da assistência em Portugal.

A chamada Carta do Couto de Osseloa constitui assim a "certidão de nascimento e de batismo" de Albergaria-a-Velha. Esta carta foi concedida pela rainha à que hoje é a povoação de Assilhó. Foi na casa agrícola de Gonçalo Eriz, fidalgo da família dos senhores do Marnel, que, de passagem por aquela terra, D. Teresa se hospedou e deu à luz um filho.

Séculos mais tarde, o concelho viria a viver a presença das tropas francesas de Soult. Em 1809, verificaram-se múltiplas ações de guerrilha, que culminariam com uma violenta batalha, vencida pelas forças anglo-lusas.

Em 1835, Albergaria-a-Velha conquistou a categoria de concelho, assumindo a totalidade das suas oito freguesias no ano de 1855. Em 1876, foi criado o Julgado Municipal, convertido em comarca, em 1890.

Depois da implantação da "Monarquia do Norte", em 1919, o município foi também palco de combates violentos entre adeptos dos dois regimes.

Colisões entre Planetas

O nosso Universo não é um lugar tranquilo. Todos os dias ocorrem colisões entre planetas em qualquer canto da nossa galáxia. Elas são muito comuns, especialmente no início dos sistemas solares.

Quando uma estrela nasce, os restos da sua formação são expelidos para fora no momento da sua ignição. Esses restos são os materiais que vão criar os planetas, luas, cometas e asteróides. Esse disco rotativo de poeira, gelo e gases acaba por criar centenas de planetas, mas ao longo dos primeiros milhões de anos da vida da estrela a maioria dos planetas desaparecem.

Como elas ainda estão buscando o seu lugar numa órbita regular, os planetas movem-se por todo o lado, colidem entre eles e alguns são até atirados para fora, rumo à solidão do espaço interestelar, por causa do efeito de fisga causado pelos gigantes gasosos.

As colisões entre planetas são impressionantes. Eles destroem-se mutuamente ou então o maior acaba por absorver totalmente o menor. Depois da colisão, o planeta sobrevivente fica com a sua superfície totalmente liquefeita, tornada num gigantesco oceano de lava. Ao longo do tempo esse oceano infernal vai arrefecendo e solidificando para se tornar uma superfície rochosa.

Existe uma teoria que afirma que a nossa Lua é o resultado de uma enorme colisão de um planeta do tamanho de Marte com o nosso. No momento dessa colisão, grandes quantidades de crosta terrestre foi lançada para o espaço, vindo mais tarde a aglomerar-se para formar a Lua. Outra versão dessa teoria diz que essa colisão formou duas luas e não apenas uma, mas com o tempo essas luas também colidiram e formaram a única que vemos orbitando o nosso planeta.

Miradouro de Fermentelos

O miradouro é um dos principais pontos de atração da freguesia de Fermentelos (Águeda), pensado pelo comissário Berarmino Ferreira e por outros fermentelenses.

É o monumento de Fermentelos geograficamente mais elevado e o único capaz de proporcionar uma vista magnífica sobre toda a freguesia.

Museu Tomás Nunes

A casa-museu João Tomás Nunes foi fundada em 1942. No início tinha como finalidade servir de espaço para apresentação de prémios aos alunos das escolas primárias.

Atualmente, para além dessa ação, tem como objetivo a preservação da cultura popular das gentes de Fermentelos. Todos os objetos que a população achar relevantes são guardados e preservados na instituição.

António Feliciano de Castilho

Lisboeta nascido em 1800, no despontar do século XIX, António Feliciano de Castilho foi escritor e pedagogo, isto apesar de ter cegado aos 6 anos. Várias são as memórias que deixou em Castanheira do Vouga.

Ali viveu com o irmão – o padre Augusto Castilho –, dedicou-se à leitura e também escreveu obras como Mil e Um Mistérios. Em sua homenagem foi construída a Fonte de Castilho.

Na história da literatura lusa, é tido como um dos introdutores do romantismo em Portugal.