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O rendimento fabuloso auferido através da indigestão de uma baleia

O cachalote tem sido o alvo principal da indústria da caça à baleia ao longo de mais de 200 anos. A sua testa retangular, de dimensões consideráveis, contém cerca de 2500 litros de um óleo extremamente puro, o melhor lubrificante conhecido até se iniciar a produção dos óleos minerais refinados.

Esse líquido era incorretamente considerado o esperma do animal pelos primeiros caçadores, erro do qual deriva a designação inglesa de sperm whale (esperma da baleia).

Mas a utilidade deste óleo não equivale sequer ao valor da matéria negra, exalando um cheiro nauseabundo, que a baleia ocasionalmente expele do seu aparelho intestinal. O âmbar-cinzento, como se chama, é produzido em consequência da irritação causada pelas partes rijas dos milhares de lulas que o cachalote engole inteiras.

Esta substância encontra-se frequentemente a flutuar no mar. Depois de exposta ao sol e ao ar, adquire uma cor mais pálida e desprende um cheiro próprio agradável, embora o seu principal valor resida na capacidade que possui de fixar outros ingredientes aromáticos, tornando-os mais persistentes.

Encontra-se habitualmente em porções de algumas dezenas de gramas; em 1912, no entanto, foi descoberta, no intestino de um cachalote, uma quantidade record de 451 quilos de âmbar, que foram posteriormente vendidos na cidade de Londres pela quantia de 23.000 libras.

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