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O baú verde de Verdi

Ser um dos compositores românticos mais aclamados e autor de algumas das óperas mais famosas da história não significa que se cumpram todas as suas últimas vontades. Que o diga o italiano Giuseppe Verdi (1813-1901), que deixou escrito que todos os papéis e manuscritos guardados num dos seus baús (um verde, de viagem) fossem destruídos após a sua morte.

O mistério em torno da mala acompanhou os interessados na figura do génio de Parma, pois, até ao início de 2010, poucos sabiam o que escondia: os herdeiros do músico, que não teve filhos, respeitaram a privacidade que ele pretendera, embora sem cumprir o pedido para que se queimasse o conteúdo do baú. Assim, durante todo este tempo, permaneceu guardado na Villa Verdi de Sant'Agatha (Placência).

No entanto, a Constituição italiana determina que se preserve e proteja o património histórico e cultural, mesmo que seja propriedade privada, pelo que se procedeu à abertura do baú para inventariar, catalogar e digitalizar os misteriosos documentos do compositor de Aida.

Descobriu-se então que o que o músico queria fazer desaparecer é um espólio de mais de 500 manuscritos e esboços, isto é, fragmentos que revelam o seu processo criativo e que irão, sem dúvida, proporcionar uma nova etapa no estudo da sua figura e da sua obra.

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