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Cataratas de Vitória do Zambeze

A. E. Johann, um dos melhores conhecedores do continente negro, considerou as Cataratas de Vitória do Zambeze a «maior maravilha de África». Mais de uma vez se encontrou próximo do desfiladeiro de 120 metros de profundidade onde se lançam, sobre uma largura de 1,7 km, as massas de água do Zambeze, até 400 000 metros cúbicos por minuto. Johann fez uma volta de 1 000 km para voltar a ver as cataratas, durante a sua última viagem a África.

Assim descreveu Johann o seu encontro com as Cataratas: «O bramido profundo das cataratas de Vitória surgia-me como se viesse de baixo de um corpo pesado e espesso, saindo da noite branca. Parei e olhei; e o meu coração batia mais depressa; um golpe de ar tinha aberto a espessa cortina de espuma; havia agora sobre a margem do outro extremo, reluzindo cintilante à luz da lua, um grande arco-íris, um arco-íris lunar que caía nas profundezas da corrente.»

O primeiro branco que visitou e descreveu as Cataratas de Vitória foi o missionário escocês David Livingstone (1813-1873). Fez a viagem até às Cataratas numa canoa insegura. De uma distância de uma dezena de quilómetros avistou os «cinco dedos», cinco colunas de vapor que se elevam a partir das cataratas principais do Zambeze. As cataratas estão separadas entre si por pequenas ilhas.

Livingstone dirigiu-se temerariamente a uma delas, mesmo à beira do precipício. «Encontrávamo-nos a uma distância das cataratas igual à do arremesso de uma pedra. Mas ainda não conseguíamos descobrir onde desapareciam as imensas massas de água. Parecia que a terra as engolia rapidamente, pois que a margem rochosa oposta, onde caía o rio, estava a uma distância que não ultrapassava os vinte e cinco metros. Não podia compreender o que via, até que com o coração cheio de temor, me arrastei para o extremo do precipício e olhei, espantado, para a profundidade da fenda.»

A fenda que Livingstone julgou ter a largura de vinte e cinco metros, tem na realidade o triplo. A curta distância das cataratas, sobre o Nilo, passa a linha do caminho de ferro da cidade do Cabo ao Cairo, e um hotel elegante permite aos turistas admirar as imensas massas de água que se precipitam no abismo, com um «estampido primitivamente estrondoso», o «boiling pot» (a panela a ferver).

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