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Queda e morte do ditador Sejano

Lúcio Élio Sejano (20 a.C.-31 d.C.) governou Roma com punho de ferro durante cinco anos (26-31), enquanto o imperador Tibério se encontrava na ilha de Capri. No entanto, Tibério logo começou a suspeitar das ambições do seu ministro favorito. O imperador provavelmente temia que Sejano estivesse a tramar um complô para removê-lo ou matá-lo.

Então, Tibério agiu astutamente: começou a prometer a Sejano honras ainda maiores e provavelmente também permitiu que ele se casasse com Lívila; nesse ínterim, o imperador começou a mostrar indiretamente que o prefeito havia perdido seu favor. Por exemplo, ele deixou o consulado em maio e forçou Sejano a fazer o mesmo; começou também a criticar alguns dos amigos de Sejano enquanto elogiava outros; e nas suas cartas ao Senado, Tibério parou de incluir os títulos de Sejano. Também começou a demonstrar afeto por seus sobrinhos Caio (mais conhecido como Calígula), o último filho sobrevivente de Germânico, e Tibério Gemelo, filho de Druso, a quem ele convocou para Capri. Esse comportamento ambíguo levou alguns amigos de Sejano a abandonar sua amizade.

Assim que viu que o número de partidários de Sejano havia diminuído, Tibério nomeou secretamente Sutório Macro como prefeito pretoriano e enviou-o a Roma com instruções precisas. Na noite do dia 17 de outubro de 31, Macro entrou em Roma e encontrou o prefeito dos vigiles, Laco, e o cônsul Régulo; no dia seguinte, ele encontrou Sejano diante do templo de Apolo no Palatino, onde a reunião do Senado seria realizada. Macro disse-lhe que chegara uma carta de Capri que lhe conferiria a tribunicia potestas – o sinal de que ele seria o próximo imperador. No entanto, quando a carta foi lida, ela continha apenas palavras ambíguas. Tibério primeiro elogiou-o, depois criticou-o e pediu, no final, que Sejano fosse preso juntamente com dois senadores ligados a ele.

Sejano foi imediatamente levado para Tuliano, a prisão de Roma. O povo romano estava feliz, pois não conseguia esquecer o que Sejano fizera a Agripina, a quem amava. As estátuas de Sejano foram derrubadas por uma multidão enfurecida diante dos seus olhos. O Senado logo se reuniu para decidir o destino de Sejano, sentenciando-o à morte. Ele foi estrangulado, seu corpo exposto nas escadas Gemónias e depois o seu cadáver foi atirado ao rio Tibre (após ser abusado por pessoas durante 3 dias); uma Damnatio memoriae foi emitida em seu nome e as estátuas que o representavam foram destruídas.

Os filhos de Sejano também morreram na histeria geral; a sua filha, que era virgem e, portanto, imune à pena capital, foi violada antes de ser estrangulada. Apicata, que foi repudiada por Sejano vários anos antes de este se casar com Lívila, decidiu vingar-se e enviou uma carta a Tibério, revelando-lhe, com verdade ou não, que Sejano e Lívila haviam matado Druso. Então, ela cometeu suicídio. Tibério ficou desesperado e paranóico, e Lívila logo morreu após a leitura da carta de Sejano. No ano 33, já a maioria dos amigos e parentes de Sejano estavam mortos.

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