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John Williams viu em sonhos a morte de Spencer Perceval

Engenheiros e banqueiros são pessoas por natureza pouco inclinadas a deixarem-se arrastar por voos de fantasia. Não obstante, o norte-americano John Williams, engenheiro de minas e banqueiro, na noite de 2 ou 3 de maio do ano de 1812 teve uma das mais notáveis precognições conhecidas. Sonhou, pormenorizadamente, com o assassínio do primeiro-ministro britânico.

Contou o seu sonho a um escritor, John Abercrombie, que o descreveu em 1834 da forma seguinte: «Williams encontrava-se na Câmara dos Comuns, onde viu um homem de baixa estatura envergando um casaco azul e colete branco. Enquanto o observava, um homem de casaco castanho com botões dourados sacou uma pistola da algibeira e disparou contra o primeiro homem, que caiu banhado em sangue que jorrava de uma ferida no peito, do lado esquerdo. William ouviu distintamente o tiro e viu o sangue jorrar e manchar o colete e alterar-se a cor do rosto do homem.»

O assassino foi detido, e quando Williams, no seu sonho, perguntou quem fora morto, foi-lhe respondido: «O chanceler.» Nessa altura Spencer Perceval era primeiro-ministro e chanceler do Tesouro.

William voltou a ter o sonho duas vezes mais durante essa noite.

Na semana seguinte contou o sonho a várias pessoas, entre as quais o seu irmão, o seu sócio e duas personalidades importantes na sua cidade natal de Falmouth, na Cornualha.

No dia 11 de maio, precisamente como Williams sonhara, Perceval foi morto a tiro, no salão de entrada da Câmara dos Comuns, por John Bellingham. Todos os pormenores do seu sonho, inclusivamente a aparência do assassino e da vítima, foram confirmados pelas testemunhas.

A experiência de John Williams foi descrita no Times 5 dias após a perpetração do assassínio.

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