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O que uns comem é veneno para outros

A especialidade de um dos mais antigos e famosos restaurantes de Londres é bife e empada de ostras, tradicionalmente acompanhados por um copo de cerveja. Mas praticantes de nada menos do que quatro das principais religiões do mundo achariam repugnante esta refeição aparentemente inofensiva.

Os hindus são contra a ingestão de carne, os judeus ortodoxos não ingerem mariscos e os budistas não comem animais. Em contrapartida, o mesmo restaurante nem sonharia servir carne de cavalo. Esta, na Inglaterra, é dada apenas aos cães, mas em França é usada na alimentação humana.

Se oferecessem um prato de cão assado a um francês ou a um inglês, estes ficariam indignados e ofendidos, mas na China, os cães – chamados «cabritos sem chifres» – são um manjar, como outrora foram entre fenícios, gregos, romanos e astecas, e até recentemente no Pacífico Sul. Os taitianos criam uma raça de cães para culinária, e o capitão Cook, explorador do século XVIII, achou-os tão gostosos como o borrego inglês.

Todas as sociedades consideram certas comidas intocáveis. Poucos norte-americanos ou europeus apreciariam formigas, lagartas, gafanhotos, pés de pato crus e larvas de libélula, mas tudo isto se come por todo o mundo: formigas na América Latina, Ásia e África; lagartas entre os aborígenes australianos; gafanhotos entre os índios Navajos da América do Norte; pés de pato crus na China, e larvas de libélula no Laos.

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