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Heliogábalo: um imperador que se divertia a governar

Ninguém ousava recusar um convite para jantar com o imperador romano Heliogábalo, embora isso significasse geralmente uma noite muito desagradável – ou, pior ainda, uma morte particularmente terrível.

De facto, o jovem imperador dedicou o seu curto reinado a pregar partidas extremamente cruéis a alguns dos seus infortunados súbditos.

Uma das suas diversões predilectas consistia em convidar para jantar os sete homens mais gordos de Roma, que se sentavam em almofadas de ar, as quais eram furadas pelos escravos, fazendo cair os obesos convidados. A outros convivas era servida uma ementa composta de pratos confeccionados com vidro, mármore ou marfim, que a etiqueta obrigava a comer.

Quando se servia comida autêntica, os convidados poderiam encontrar aranhas na geleia ou excremento de leão nos pastéis. Alguém que adormecesse após um jantar suculento arriscava-se a acordar rodeado de leões, leopardos e ursos. Se sobrevivesse ao choque, descobriria que os animais estavam domesticados.

Heliogábalo, que reinou entre os anos 218 e 222, era um grande apreciador de animais; a sua quadriga era frequentemente puxada por cães, veados, leões ou tigres. Mas era do mesmo modo capaz de chegar a uma sessão de Estado num carro puxado por mulheres nuas.

Mandava frequentemente os seus escravos apanhar teias de aranha, rãs, escorpiões ou cobras venenosas, que depois enviava, como presentes, aos seus cortesãos.

Em determinada ocasião concebeu a ideia, aparentemente agradável, de lançar pétalas de rosas sobre os convidados de um dos seus jantares. Simplesmente, tão grande foi a quantidade usada que alguns morreram asfixiados.

As suas extravagâncias esgotaram as reservas do Estado. O imperador chegou a mandar construir um magnificente quarto de banho, que apenas utilizou uma vez, após o que ordenou a sua demolição.

Mas Roma não aprovava o seu elevado padrão de vida, nem partilhava do seu mórbido sentido de humor. Finalmente, a sua própria guarda pretoriana assassinou-o, por ordem da sua avó, sendo o seu corpo arremessado ao rio Tibre. Tinha apenas 19 anos de idade.

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