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A sopa cósmica: como começou a vida na Terra?

Segundo o Livro do Génesis, «Deus viu toda a Sua obra e considerou-a muito boa». As pessoas com fortes convicções religiosas nunca tiveram dúvidas sobre as origens da vida na Terra. Embora muitos cientistas recusem a descrição bíblica da criação, uma explicação alternativa convincente ainda não foi apresentada.

Se a vida começou espontaneamente, segundo muitas teorias, o processo de criação poderia estar ainda em curso. A forma de vida mais simples é o vírus. Novas espécies estão sempre a ser descobertas, mas, como os vírus, são, julga-se, parcelas de material genético que escaparam das células de outros seres vivos, não parecendo os melhores candidatos para principais criadores de vida.

Outra teoria defende que vida e matéria sempre existiram juntas, que a vida surgira de alguma forma mesmo antes do big bang, a enorme explosão de energia com que, segundo os astrónomos, nasceu o Universo. Também esta ideia é difícil de sustentar, já que a maioria dos cientistas considera que antes do big bang toda a matéria se condensara num espaço diminuto. Nas temperaturas e pressões incrivelmente altas criadas por esta matéria densamente concentrada, nenhuma forma de vida conhecida sobreviveria.

Combinações ao acaso

Por fim, a vida pode ser um acidente, criado na Terra (e talvez em planetas de outros sistemas solares) por reações químicas ao acaso. Tal noção é apoiada por provas experimentais. Os aminoácidos, que formam as proteínas, base da vida, podem ser criados em laboratório fazendo passar descargas elétricas – relâmpagos artificiais – numa mistura de metano, hidrogénio, amoníaco e vapor de água. Na década de 50, cientistas da Universidade Estatal da Flórida obtiveram 13 aminoácidos diferentes a partir de misturas de gases semelhantes, usando o calor – temperaturas rondando os 1000ºC – e não a eletricidade como fonte de energia.

Os cientistas admitiam que o metano e o amoníaco eram constituintes importantes da atmosfera primitiva da Terra, mas muitos acreditam agora que ela consistia sobretudo em dióxido de carbono, azoto e água, com quantidades menores de hidrogénio e monóxido de carbono. No Japão, os investigadores bombardearam recentemente uma mistura de monóxido de carbono, água e azoto com partículas atómicas de alta energia – os protões. Isto simulava a radiação emitida por chamas solares, vagas periódicas de energia intensa em pontos da superfície do Sol. Foram produzidas grandes quantidades de aminoácidos e também alguns ácidos nucleicos, os produtos químicos que possibilitam a reprodução das células vivas.

Assim, os ingredientes orgânicos básicos da vida podem ter sido gerados na sopa do espesso nevoeiro de gases que rodeavam a Terra, mas estamos ainda longe de descobrir como tais ingredientes, se Deus não providenciou «o sopro da vida», se organizaram em seres vivos.

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