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A regeneração dos membros nos animais

Outrora, as estrelas-do-mar eram arrancadas dos bancos de ostras e mexilhões, onde constituem uma praga, partidas ao meio e lançadas de novo ao mar, na crença de que se encontravam mortas e não podiam causar mais prejuízos. De facto, nos fragmentos das estrelas-do-mar desenvolviam-se novos braços, surgindo dois ou mais animais a partir de um.

As estrelas-do-mar não são os únicos animais capazes de regeneração. Quando perdem uma perna ou pinça em combate, os caranguejos e as lagostas são capazes de produzir um novo membro. Arrancando os primeiros segmentos do corpo de uma minhoca, esta pode regenerar a cabeça. Quando perdem a cauda, os lagartos podem, se necessário, renová-la, embora a nova cauda seja, de certo modo, mais curta.

Alguns dos animais estruturalmente mais simples têm a possibilidade de, a partir de um fragmento minúsculo do corpo, o regenerarem completamente. As planárias são vermes semelhantes a pequenas sanguessugas que vivem igualmente no fundo do mar e em água doce, sob o lodo e as pedras, cujo comprimento é habitualmente inferior a 25 milímetros. Quando se lhes arrancam a cauda ou a cabeça, substituem-nas por novos apêndices. Se se lhes retira um fragmento do meio do corpo, uma nova cabeça e uma nova cauda nascem em cada uma das suas extremidades: a cabeça na extremidade originalmente frontal e a cauda na extremidade traseira, como se o fragmento arrancado «recordasse» a sua posição. Cortando-se-lhe a cabeça a meio, cada metade substitui a que falta, de forma que o verme acaba por ter duas cabeças; cortando-se-lhe a cabeça em diversas secções mantidas separadas, o animal resultante apresenta 10 cabeças inteiras.

As planárias podem ser treinadas para se contraírem sob a ação da luz elétrica. Vermes treinados, cortados a meio e regenerados, provaram continuar a responder ao estímulo da luz. Mesmo a cauda que desenvolveu uma nova cabeça recuou quando se acendeu a luz. Alimentaram-se planárias esfomeadas e que não haviam sido submetidas a qualquer prova de vermes treinados feitos em pedaços. As planárias que tinham ingerido os vermes treinados aprenderam mais rapidamente do que as que se haviam alimentado de vermes não treinados a reagir à luz elétrica. Foi como se tivessem devorado a memória dos seus companheiros.

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