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Abraham Lincoln: o presidente que previu a sua própria morte

Raras vezes são consideradas dignas de crédito as afirmações de pessoas que asseveram que os seus sonhos se tornam realidade. E mesmo quando, em 1863, o presidente Abraham Lincoln previu em sonhos a sua morte, esta visão não foi imediatamente tomada a sério pelos seus colaboradores.

Lincoln contou o seu sonho a um amigo íntimo, Ward Hill Lamon, que, nessa mesma noite, registou por escrito as palavras do presidente dos Estados Unidos da América.

«Há cerca de 10 dias deitei-me muito tarde... e em breve comecei a sonhar. Parecia haver uma quietude de morte à minha volta. Depois ouvi soluços abafados, como se houvesse muita gente a chorar. Levantei-me e desci as escadas.

Lá em baixo o silêncio era quebrado pelo mesmo soluçar impressionante, embora quem quer que chorasse permanecesse invisível. Fui de sala em sala. Não encontrava vivalma, mas continuava a ouvir chorar. Sentia-me confuso e alarmado... resolvido a descobrir a causa de um estado de coisas tão misterioso e tão desconcertante.

Continuei até chegar à sala leste, onde se me deparou uma terrível surpresa. Em torno de uma urna, na qual jazia um cadáver em traje funerário, um corpo de soldados formava guarda e apinhava-se uma multidão compacta; algumas pessoas olhavam tristemente o corpo, cujo rosto estava coberto, enquanto outras choravam comovidamente.

– Quem morreu aqui na Casa Branca? –, perguntei a um dos soldados. – O presidente – respondeu-me. – Foi morto por um assassino.»

Cinco dias após este relato, a 15 de abril, Lincoln foi morto a tiro por John Wilkes Booth, no Teatro Ford, em Washington. O seu corpo foi levado para uma câmara ardente na sala leste da Casa Branca.

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