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Assim falou Zaratustra ao Sol

"Grande astro! Que seria da tua felicidade se te faltassem aqueles a quem iluminas? Há dez anos que te abeiras da minha caverna, e, sem mim, sem a minha águia e a minha serpente, haver-te-ias cansado da tua luz e deste caminho.

"Nós, porém, esperávamos-te todas as manhãs, tomávamos-te o supérfluo e bemdizíamos-te.

"Pois bem: eu estou cansado da minha sabedoria, como a abelha quando acumula demasiado mel, e necessito de mãos que se estendam para mim.

"Eu gostaria de dar e repartir até que os sábios voltem a rir-se da sua loucura e os pobres da sua riqueza.

"Por isso devo descer às profundezas, como tu pela noite, astro exuberante de riqueza, quando transpões o mar para levar a tua luz ao mundo inferior.

"Eu devo descer, como tu, segundo dizem os homens a quem me quero dirigir.

"Abençoa-me, pois, olho afável, que podes ver sem inveja até uma felicidade muito grande!

"Abençoa a taça que quer transbordar, para que dela vertam as águas douradas, levando a todos os lábios o reflexo da tua alegria!

"Olha! Esta taça quer de novo esvaziar-se, e Zaratustra quer voltar a ser homem."

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