A China dos Manchus

Os imperadores Ming encontram-se numa situação idêntica à do Grão-Mongol. O poder pertence muito menos aos imperadores do que aos eunucos, às imperatrizes e às concubinas.

Os Manchus, vindos da fronteira do norte, são teoricamente vassalos do Império; isso não obsta a que se infiltrem na China em incursões periódicas, sobretudo em 1616 e 1629.

Em 1636, o chefe manchu Abahay faz-se proclamar imperador, adotando o nome de Tsing como designação dinástica, apoderando-se posteriormente da Coreia e do país do norte da Grande Muralha.

Mas a data de 1644 ficará assinalada nos anais da China quando o chefe militar Li Tseu-Tcheng se apodera de Pequim e se intitula a si próprio generalíssimo, no momento em que se suicida o último imperador da dinastia Ming.

Todavia, esboça-se ainda uma revolta encabeçada pelo último príncipe dos Ming, que é auxiliada pelos portugueses de Macau, partindo daí para a Birmânia em 1651, sem ter conseguido realizar os seus intentos.

Será mais tarde, em 1661, que o neto de Li Tseu-Tcheng é proclamado imperador, cujo reinado teve larga duração (até 1722).

De origem tártara, Kang-Li (1661-1722) foi um dos mais ilustres soberanos da história chinesa na Mongólia oriental (Khalkha) e no Tibete.

É de justiça assinalar que os missionários jesuítas graças aos seus conhecimentos em astronomia, matemática e pintura, conquistaram facilmente os favores do imperador chinês. Este não esconde o seu interesse e curiosidade pelos descobrimentos europeus, e no ponto de vista religioso tanto o cristianismo como o budismo são fielmente respeitados em relação aos seus ritos e cerimónias litúrgicas.

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