Há no mundo mais sons do que os que o ouvido humano pode ouvir

Os nossos ouvidos são instrumentos altamente sensíveis. Para ser registado, um som precisa apenas de defletir o tímpano 0,00000001 mm. Os ouvidos captam uma enorme variedade de sons, desde a respiração de um bebé ao estrondo ensurdecedor de um jato supersónico, mas comparados com alguns animais, os que dispõem de uma audição perfeita são, na realidade, meio surdos.

O som é uma vibração do ar que se desloca como uma série de ondas, cuja «frequência» – número de ondas por segundo – determina se ele é agudo como um grito ou grave como um bombo.

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A ideia mais bizarra na exploração comercial do espaço

A ideia talvez mais bizarra na exploração comercial do espaço foi proposta pelos Space Services of America dirigidos pelo antigo astronauta Deke Slayton, associado a um consórcio funerário da Flórida.

Como último serviço fúnebre, as cinzas de um cadáver seriam colocadas em cápsulas a bordo de um satélite previamente coberto com material refletor, de modo que, à noite, se mostrasse tão brilhante como uma estrela a orbitar a Terra.

Mas o interesse por esta nova forma de imortalidade não seria suficiente para que a ideia fosse aplicada.

Vida vinda de outros lugares

A vida na Terra será tão antiga como o próprio planeta? A Terra tem cerca de 4500 milhões de anos, e os fósseis mais antigos encontrados têm só 3100 milhões de anos. Mas tais fósseis foram identificados como restos de bactérias e algas azul-esverdeadas – microorganismos bastante complicados que devem ter levado centenas de milhões de anos a evoluir.

Isto significa que os seus antepassados evolutivos teriam sobrevivido ao calor incrível do planeta acabado de nascer numa atmosfera sem oxigénio. Será que de facto se desenvolveram na Terra, ou haverá outra explicação?

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Primeiras propostas para enviar sinais para Marte

A primeira proposta para mandar sinais para o planeta Marte foi feita pelo matemático alemão Karl Gauss, em 1802. Sugeriu que se desenhassem nas estepes da Sibéria diagramas geométricos grandes para serem observados pelos astrónomos de Marte.

Em 1874, um francês, Chales Cros, propôs a ideia inversa: focar com grandes lentes os raios do Sol para os desertos marcianos, e enviar depois mensagens.

Três quarks para Muser Mark

O físico americano Murray Gell-Man ganhou o Prémio Nobel da Física em 1969 por predizer a existência de quarks, as partículas subatómicas que são a base da matéria física. Ele defendia que existem três tipos de partículas, e baptizou-as de acordo com uma citação da obra de James Joyce, Finnegans Wake: «Três quarks para Muser Mark».

Os cientistas agora sabem que existem mais de três tipos de quarks, mas que se deslocam em grupos de três. Os quarks possuem qualidades tão invulgares que foram também batizados com nomes invulgares. Surgem em seis “gostos” – ascendente, descendente, encantado, estranho, elevado e baixo. E têm seis “cores”: vermelho, verde, azul-esverdeado, fúcsia e amarelo.

Surdo como um gato branco de olhos azuis

A surdez nos animais passa despercebida frequentemente porque poucas pessoas lhe prestam atenção, mas os criadores de gatos – em especial, os dos gatos brancos ingleses de pêlo curto ou comprido – conhecem-na muito bem.

O gene que origina um gato branco tem outros efeitos além de determinar a cor do pêlo. Também é responsável, em combinação com outros genes, pela cor dos olhos e pela formação dos ouvidos.

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Museu do Prado foi inaugurado há 200 anos

O Google Doodle desta terça-feira, dia 19 de novembro, comemora o 200º aniversário do Museu do Prado de Madrid. Inaugurado em 1819, o museu abriga milhares de pinturas espanholas do século XII ao XX, incluindo obras de El Greco, Francisco Goya, Diego Velázquez, entre outros mestres europeus.

Projetado em 1785 pelo arquiteto Juan de Villanueva, o edifício foi reaproveitado pelo rei Fernando VII e pela rainha Maria Isabel de Bragança, de um centro de ciências naturais para uma galeria pública em 1819. Originalmente chamado de Museu Real, mais tarde foi chamado de Museu Nacional do Prado. Com uma coleção de mais de 5.000 peças, o museu seguiu um projeto de expansão que aumentou o acesso do público e reduziu a aglomeração no edifício principal.

O Claustro dos Jerónimos, nas proximidades, foi restaurado e incorporado para criar o Campus do Museu do Prado, permitindo que o museu mostre as obras-primas de uma nova era. A exposição do Bicentenário, “Um Lugar de Memória”, presta homenagem à história do museu em alguns dos seus períodos mais sombrios e oferece uma visão de como o museu se transformou na instituição que é hoje.

Barbeiros contra Bárbaros

Os antigos Romanos, com os rostos barbeados e o cabelo curto, consideravam-se a raça mais bem cuidada. Franziam o sobrolho às barbas ondeadas e efeminadas dos Gregos, mas reservavam a verdadeira aversão para os «bárbaros» – segundo a sua definição, os estrangeiros que usavam barba e cabelo comprido.

Um cabelo mal cuidado, argumentavam os Romanos, significava um povo não civilizado. Os cidadãos ricos mandavam os escravos cortar-lhes o cabelo, enquanto os menos abastados iam às barbearias – as primeiras foram criadas por sicilianos em 454 a.C. No entanto, nem todos os romanos rapavam sempre a barba: os filósofos e os homens de luto recente costumavam deixá-las crescer até ao peito.

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O marinheiro que engolia facas

Um marinheiro americano chamado Cummings tornou-se famoso, nos primeiros anos do século XIX, pela proeza de engolir mais de 30 facas.

Algumas reapareceram por meio das funções normais do corpo, mas quando morreu, em 1809, depois de uma faca lhe ter perfurado a parede do estômago, a autópsia revelou que ainda tinha nada menos do que 14 lâminas no estômago.