Skip to content

O nosso Sol é uma anã amarela

O Sol é classificado como uma anã amarela, a meio caminho entre as estrelas de maiores e menores dimensões e entre as estrelas mais quentes, branco-azuladas, e as mais frias, vermelhas. O brilho de Rigel (B Orionis), por exemplo, é entre 25 000 e 50 000 vezes mais intenso. A estrela Antares (ou Scorpii), de temperatura pouco elevada, é uma supergigante vermelha 27 milhões de vezes mais volumosa.

Embora a reação química que mantém o brilho do Sol implique uma perda de matéria de cerca de 4 milhões de toneladas por segundo, o Sol é tão volumoso que não deve transformar-se numa gigante vermelha antes de 8 mil milhões de anos.

Quando tal acontecer, libertar-se-á calor em quantidades tão elevadas que, mesmo que a Terra não seja consumida, a vida tal como atualmente existe não poderá manter-se. Contudo, ainda que os habitantes da Terra dessa época consigam, de alguma forma, proteger-se do calor, os seus descendentes terão de enfrentar o frio extremo que se seguirá depois de o Sol atingir a fase de anã branca.

Nova utilização para corpos velhos

A recente descoberta que permite ao homem manter o funcionamento dos organismos através da utilização de coração, pulmões e rins artificiais levou o sociólogo Amitai Etzioni que se criem «bancos de cadáveres», utilizando corpos tecnicamente mortos – onde não se registem ondas cerebrais durante um período prolongado –, mas cujos órgãos, intactos, seriam mantidos em funcionamento, por meio de máquinas, a fim de produzirem vacinas e sangue para transfusões.

Aumenta o número de casas de balão

Se continuar a aumentar o número de casas de balão, o homem do futuro terá talvez de verificar a pressão de ar não apenas nos pneus do seu automóvel como também na sua casa, garagem, estufa e piscina.

Em vez de uma estrutura rígida, a casa é formada por uma película de contextura fina, mantida na forma devida por meio de pressão de ar interna, criada por um ventilador. Se este pára de trabalhar, a casa esvazia-se vagarosamente.

A ideia não é nova, pois foi patenteada em 1918 por Frederick William Lanchester, um dos pioneiros ingleses da construção de automóveis. Mas foi desenvolvida apenas durante a II Guerra Mundial, quando o Eng.º Walter Bird, da Universidade de Cornell, foi encarregado de encontrar um meio de proteger da geada antenas de radar no Norte do Canadá.

O custo de uma construção pneumática pode equivaler a um quinto do das estruturas tradicionais. A versatilidade é o principal atrativo destas estruturas, que podem ser utilizadas tanto para cobrir courts de ténis, como armazéns e estufas.

O primeiro casal a mudar-se para uma casa de balão foi de americanos – David e Vicki Schumacher.

Da criação até à atualidade em 100 anos

A existência do homem ocupou apenas uma pequena fração de tempo da história da Terra. É quase impossível imaginar o longo período de tempo que decorreu desde a criação da Terra a partir de gases e poeiras cósmicos, há cerca de 5000 milhões de anos.

Imagine-se a história do planeta condensada num único século. Na escala de tempo correspondente a este salto da imaginação, a formação das rochas mais antigas de que há conhecimento teve início nos começos do ano 15, e a vida, na sua forma mais primitiva de bactérias e algas, apareceu no ano 26.

Até ao ano 80, durante o período da deriva continental, a vida evoluiu lentamente, e só há 8 anos os primeiros anfíbios atingiram as praias. Os dinossauros, dominando embora há 3 anos, tinham-se extinguido no ano seguinte.

Há 3 semanas surgiu em África o primeiro homem, servindo-se de utensílios e caminhando erecto. A última Idade do Gelo terminou há 2 horas, a Revolução Industrial teve início há 2 minutos... e há 3 segundos o homem atingiu a Lua.

Bahiga Hafez (1908-1983)

O Google Doodle desta terça-feira, dia 4 de agosto, ilustrado pela artista convidada do Cairo, Mariam ElReweny, comemora o 112.º aniversário do nascimento de uma pioneira no cinema egípcio, a atriz, produtora, diretora, editora, figurinista e compositora Bahiga Hafez. Hafez era amplamente conhecida como um talento prodigioso na câmara e nos bastidores e ajudou a produzir alguns dos primeiros filmes do Egito para a televisão.

Bahiga Hafez nasceu neste dia em 1908 na cidade egípcia de Alexandria, junto ao mar Mediterrâneo. Ela formou-se em composição musical em Paris em 1930 e depois voltou para o Egito, onde conseguiu criar músicas para as gravadoras da época. A sua carreira logo mudou quando foi escalada como protagonista feminina no filme Zeinab (1930), para o qual ela também compôs a trilha sonora.

Em pouco tempo, Hafez foi inspirada a contar as suas próprias histórias e abriu a Fanar Film Company com seu marido Mahmoud Hamdi. Em 1932, a empresa lançou o seu primeiro filme, al-Dahaya (As vítimas), e Hafez modelou todo o processo do filme como atriz principal, produtora, editora, figurinista e compositora.

Hafez produziu e dirigiu vários filmes nas duas décadas seguintes e mais tarde estabeleceu um influente salão cultural no Cairo para apoiar a comunidade artística da cidade. O seu trabalho ajudou a pavimentar o caminho para o início da era de ouro do cinema egípcio, amplamente considerada na década de 1940, e ela é retratada na arte do Doodle usando uma fantasia inspirada nos muitos roupeiros opulentos que ela desenhou nesta época do cinema.

A versão original de al-Dahaya foi redescoberta em 1995 e exibida no Festival Nacional de Cinema do Cairo, introduzindo uma nova geração no trabalho de Hafez.

Shukran, Bahiga Hafez, os seus esforços prepararam o cenário para as próximas gerações de cineastas!

A metralhadora que matava de dois modos diferentes

Uma das primeiras metralhadoras construídas no mundo disparava dois tipos de balas: balas redondas, para serem utilizadas contra inimigos cristãos, e balas de secção quadrada, mais devastadoras, para matar turcos.

O seu inventor, um advogado inglês de nome James Puckle, que concebeu a metralhadora, com um mecanismo de disparo de pederneira, em 1718, para ser utilizada a bordo de navios, afirmava, no seu registo de patente: «... dispara um número tão elevado de balas numa sucessão tão veloz e pode ser tão rapidamente carregada que praticamente impede a abordagem do navio.»

A metralhadora, porém, não era uma arma portátil. Era pesada, tinha um calibre de 62,5 mm e um cano, com quase 90 cm de comprimento, montado sobre um tripé, munido de um tambor com 11 câmaras previamente carregadas e que o atirador podia rodar manualmente.

Durante uma demonstração pública em 1722, uma metralhadora Puckle disparou 63 balas em sete minutos. As autoridades, impressionadas, decidiram produzir a arma; esta, contudo, revelando-se incómoda e difícil de carregar em ação, em breve não passava de uma curiosa peça militar exposta nos museus.

Conservam-se três exemplares, um em Copenhaga e dois na Torre de Londres. Ambos os modelos existentes em Londres, um de cobre e outro de ferro, estão equipados com câmaras próprias para balas de secção quadrada.

É hoje a apresentação de Jorge Jesus no Benfica

Jorge Jesus, ex-técnico do Flamengo, é apresentado hoje, por volta das 17h, como treinador principal do Benfica. Jesus já treinou o clube da Luz entre 2009 e 2015, tendo conquistado 10 títulos, metade dos quais Taças da Liga. Espera-se que Luís Filipe Vieira também fale na apresentação do treinador vitorioso, de modo a angariar popularidade de olho nas próximas eleições. Muitos dizem que JJ está diferente, mas como se sabe «cão velho não aprende novos truques». De qualquer forma, durante a apresentação é provável que Jorge Jesus solte algumas "pérolas", tal como é seu hábito.

As cinzas de Cristóvão Colombo

Cristóvão Colombo, extraordinário aventureiro, morreu em Valhadolid em 1506 e foi sepultado num mosteiro de Sevilha. Decorreram 30 anos até que a importância dos seus feitos fosse reconhecida, sendo os seus restos reverentemente transladados para S. Domingos, a atual República Dominicana.

No século XVIII, um descendente de Colombo, considerando que o seu antepassado deveria jazer perto da primeira ilha onde desembarcara, removeu-o, assim se julga, para Havana. Porém, quando Cuba obteve a independência, em 1902, o almirante foi novamente removido e trasladado para Sevilha – ou pelo menos assim se pensou.

Em 1877 foi descoberta outra sepultura, sob a Catedral de S. Domingos, contendo uma urna com as iniciais C. C. A., que, segundo se supôs, representavam «Cristóbal Colón, Almirante». No seu interior podia ler-se, numa inscrição: «Ilustre e famoso cavalheiro, Don Cristóbal Colón.»

As cinzas desta urna foram introduzidas em dois medalhões e postas à venda em 1973. Mas os compradores mostraram-se cépticos, e a cinza de séculos não atingiu o preço mínimo.

Latim clássico e Latim vulgar

Com o decorrer dos séculos, o latim falado nas províncias românicas apresentava uma grande diversidade e já estava muito longe do Latim fixado em Roma nas obras literárias e usado pela classe social mais culta, ou seja, o Latim clássico ou literário.

Assim, as línguas românicas continuaram uma língua quase sem expressão escrita, a que se chamava, habitualmente, Latim vulgar.

Mais tarde, dentro de cada comunidade, este Latim continuou a modificar-se e a fixar-se em documentos escritos, mas cada vez mais longe do Latim literário. A esta forma de Latim usada por tabeliães e principalmente em documentos administrativos dá-se o nome de Latim bárbaro.

O Latim: Origem do Português e das outras línguas Românicas

O latim era a língua falada pelos Romanos. O povo romano deixou a sua marca em quase toda a Europa, Norte de África e Próximo Oriente. Foi no final do século III, antes de Cristo, que os Romanos começaram a conquistar a Península Ibérica. Século e meio depois, dominavam-na completamente e mantiveram esse domínio durante cerca de 600 anos.

Os povos da Península Ibérica, numa convivência constante com os dominadores nos tribunais, nos templos, na vida diária, viram-se na necessidade de aprender o latim falado pelos colonizadores. Foi esse latim que, modificando-se pouco a pouco, deu origem, com o andar dos tempos, às línguas que hoje se falam na Península: português (com o galego), espanhol e catalão. O português é, pois, o resultado da lenta evolução do latim falado na faixa ocidental da Península.

Outras línguas se falam hoje na Europa, também provindas do latim: o francês (com o provençal), o italiano (com o sardo) e o romeno, para só citarmos as principais. Estas línguas, criadas pela evolução do latim falado, denominam-se línguas românicas ou novilatinas.