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Brahan Seer: o profeta que previu o destino dos seus assassinos

Um místico escocês do século XVI chamado Brahan Seer profetizou muitos acontecimentos, entre os quais a invenção dos caminhos de ferro – «longas filas de carruagens sem cavalos» – e o canal da Caledónia – «... navios navegarão em torno de Tomnahurich Hill.»

Mas, quando afirmou à condessa de Seaforth que o marido tinha uma amante em Paris, o que de facto acontecia, a condessa ordenou que o vidente fosse mergulhado em alcatrão a ferver. Seer profetizou então a condenação dos seus executores – o último da casa seria surdo-mudo e a herdeira seria uma «jovem de capuz branco que mataria a irmã».

Em 1815 Francis Mackenzie, o último da linha dos Seaforth, morreu vítima de uma doença que o tornara surdo-mudo. A sua filha mais velha, que vestia de branco, em sinal de luto por morte do marido, herdou o património. A sua irmã foi projetada de uma carruagem por aquela conduzida, morrendo vítima do acidente.

Monge Marinho da Noruega

Homens do mar de regiões tão distantes como a Escandinávia e o Oriente referiram, nos seus relatos, a existência de um estranho ser que provocava tempestades. Chamaram-lhe o monge ou o bispo marinho.

O monge marinho da Noruega era um animal de pequenas dimensões e normalmente inofensivo, apesar da sua aparência assustadora. Devia o seu nome ao capuz de monge que usava e à cabeça tonsurada. Tinha barbatanas em vez de braços e um rosto humano, embora de feições grotescas.

A variedade do Extremo Oriente é por vezes chamada bonzo marinho – um bonzo é um monge budista. Os marinheiros receavam-no porque, além de provocar violentas tempestades, por vezes atacava e virava os seus juncos.

Para conjurar a ameaça do monge marinho, os marinheiros executavam uma dança ritual. Em cada junco havia, pelo menos, um marinheiro especialmente treinado para manter o estranho ser afastado, agitando um pau enfeitado com flâmulas vermelhas.

Foi sugerido que o monge marinho era produto da imaginação de marinheiros que vislumbraram raias. A parte inferior da raia, com as suas barbatanas e boca de forma estranha, apresenta uma ligeira semelhança com um rosto humano deformado.

O dragão que aterrorizou Durham

Os habitantes de Durham entoam ainda uma canção que fala de um dragão que aterrorizou o condado na Idade Média. Um certo domingo, o jovem herdeiro do Castelo de Lambton foi à pesca e apanhou um animal semelhante a uma enguia, que lançou a um poço.

Neste, o animal cresceu até atingir um tamanho descomunal, e, quando o jovem cavaleiro partiu numa cruzada, saiu para a superfície e começou a devorar homens e animais. Todas as noites, quando se enroscava para dormir, contornava três vezes Lambton Hill, atualmente Worm Hill.

O jovem Lambton conseguiu matar o dragão ao regressar da cruzada, mas só depois de prometer a uma bruxa que mataria o primeiro ser que encontrasse após a vitória. Infelizmente, foi seu pai o primeiro a aparecer-lhe. O jovem Lambton recusou-se a matá-lo, em consequência do que a família Lambton foi amaldiçoada pela bruxa – maldição que, segundo se diz, perdura ainda.

Joaquim Pinto de Oliveira é homenageado com um Google Doodle

O Google Doodle de hoje celebra o legado do arquiteto e engenheiro brasileiro do século XVIII Joaquim Pinto de Oliveira, também conhecido como Tebas. Os historiadores acreditam que durante junho de 1778, Tebas libertou-se dos grilhões da escravidão e projetou a sua visão artística nas ruas de São Paulo após a reforma completa de um de seus projetos mais emblemáticos: a primeira torre da original Catedral de São Paulo.

Tebas nasceu em 1721 na cidade portuária de Santos, Brasil, e era um escravo negro do conhecido arquiteto e construtor português Bento de Oliveira Lima. Eles mudaram-se para São Paulo durante um período de ampla construção civil na capital. Joaquim Pinto de Oliveira tinha um talento raro em trabalhar com pedra, uma habilidade que colocava seus serviços numa demanda muito alta lá.

Na década de 1750, Tebas havia se tornado um arquiteto altamente talentoso em São Paulo e, nas décadas seguintes, modelou a cidade com construções que incluem o frontão do Mosteiro de São Bento e a fachada da Igreja da Terceira Ordem do Carmo. Ele continuou trabalhando por muitos anos depois de ganhar a sua liberdade e viver até os 90 anos de idade. Ao longo da sua longa vida, ele consolidou-se como um dos maiores arquitetos brasileiros de sua época.

Em homenagem às contribuições de Tebas à cidade, em 2019 o seu nome foi inscrito no antigo local do que é amplamente considerado um de seus trabalhos mais conhecidos, o Chafariz da Misericórdia, a primeira fonte pública de água de São Paulo que ele projetou e construiu em 1792.

Obrigado, Tebas, por superar todos os obstáculos para estabelecer o plano para um futuro melhor!

Um afogado vem três vezes à superfície?

Afirma-se que um homem, ao afogar-se, emerge três vezes antes de morrer. Este fenómeno não se verifica sempre necessariamente.

Uma pessoa em risco de se afogar, presa pelo pânico, tende, ao afundar-se, a aspirar água para os pulmões de cada vez que a sua cabeça fica submersa. Este fenómeno pode verificar-se qualquer número de vezes – ou não ocorrer de todo – antes de a pessoa em causa morrer asfixiada.

Beber água do mar enlouquece?

Embora a água do mar possa conter produtos químicos prejudiciais à saúde, nada nela causa especificamente a loucura. Bebê-la, porém, sem previamente a diluir em água potável, pode causar o envenenamento dos rins e, finalmente, a morte, devido à excessiva concentração de sal. Mas não é prejudicial beber pequenas quantidades como complemento de água potável.

Como Arquimedes lançou fogo ao inimigo

Provavelmente Arquimedes, o matemático e inventor que viveu há mais de 2000 anos, utilizou a energia solar como arma.

Segundo vários autores antigos – incluindo Plutarco e Antémio de Tralles –, fez refletir raios solares sobre a armada romana, que navegava contra a sua cidade natal, Siracusa, entre 215 e 212 a.C., incendiando-a.

Mas as descrições primitivas foram mutiladas, não oferecendo credibilidade aos historiadores. Em 1973, porém, o Dr. Ioannis Sakkas, engenheiro grego, realizou uma série de experiências que demonstraram a possibilidade de concretização daquelas descrições.

Utilizando 50 espelhos revestidos de bronze, fez os raios solares reflectirem-se sobre um pequeno barco a remos. Em poucos segundos a embarcação começou a fumegar e, decorridos 2 minutos, irrompeu em chamas.

O professor grego Evenghelos Stamatis, uma autoridade nos conhecimentos sobre Arquimedes, que assistiu à experiência, declarou mais tarde não duvidar de que o inventor usara a energia solar.