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Castelo do Alandroal

A pequena vila do Alandroal cresce em redor das ruínas do seu castelo, dominado pela alta Torre de Menagem. A construção do Castelo do Alandroal foi iniciada em 1294, a mando de D. Lourenço Afonso, nono mestre da Ordem de São Bento de Avis. Em 1298, a obra ficou concluída.

Junto à Torre de Menagem sobressai a igreja paroquial de Nossa Senhora da Graça, mandada construir no século XVIII, tendo sido, ao longo do tempo, alvo de sucessivas remodelações.

Segundo as inscrições góticas que se encontram nas suas paredes – "Mouro me fez" – o seu arquiteto foi um muçulmano, de nome Galvo.

No período das lutas da Independência (1383-1385), teve como alcaide Pêro Rodrigues, que se dedicou à causa do mestre de Avis, sendo uma figura de destaque nas operações militares contra os castelhanos, segundo a Crónica de D. João I de Fernão Lopes.

Pelourinho de Pena Verde

O pelourinho de Pena Verde está classificado como imóvel de interesse público. Julga-se que terá sido erguido durante o século XV, o que faz dele o mais antigo dos três pelourinhos do concelho de Aguiar da Beira.

Tem cerca de seis metros de altura e assenta sobre três degraus, dois circulares e um octogonal. É conhecido localmente por "pinoco" devido ao aspeto fora do vulgar, do tipo de "pinha". É realmente singular, em fuste monolítico, bem trabalhado, quadrado até um quarto de altura e oitavado daí para cima.

A Verdade Sobre a Paralisia do Sono

A paralisia do sono é um distúrbio do sono bastante comum. Estima-se que cerca de 40% da população mundial já teve ou terá pelo menos um episódio de paralisia do sono durante a sua vida. A paralisia do sono é também conhecida como Atonia REM.

Durante o sono, sempre que entramos no estado dos sonhos a paralisia do sono é ativada. Ela relaxa os músculos até ao estado de imobilidade total. Nesse estado, só podemos mexer os olhos. Essa paralisia é necessária para impedir que nos movamos durante os sonhos. Sem ela, se você sonhasse com uma corrida, começaria a pontapear os lençóis.

Essa paralisia muscular instala-se somente durante os sonhos, mas ocasionalmente você (neocórtex) acorda e o seu corpo (resto do cérebro, incluindo a parte responsável pela paralisia) ainda "pensa" que está a dormir. É aí que ocorre o terror da paralisia do sono, quando você se encontra acordado e a dormir ao mesmo tempo.

Os sintomas incluem alucinações visuais e/ou auditivas, a sensação de um peso intenso no peito, um estranho zumbido nos ouvidos, um terror absoluto e a sensação de morte iminente. Alguns pacientes já relataram música alta, demónios a mexer nas suas partes genitais ou, no pior dos casos, alguém a puxar-lhes pelo cabelo e a atirarem-nos contra as paredes do quarto. As alucinações também dependem do ambiente cultural: ingleses e japoneses relatam fantasmas, portugueses vislumbram vultos negros, norte-americanos são raptados por extraterrestres, africanos lutam contra demónios, etc.

Existem algumas teorias absurdas para explicar a paralisia do sono: algumas pessoas dizem que são viagens astrais, outras apontam para o espiritismo, padres falam em pecados e dizem que não ir regularmente à igreja é uma das causas desse distúrbio, etc. A verdade é que a paralisia do sono é totalmente explicada pela medicina e existem medicamentos para a tratar.

Recomenda-se um padrão estável de sono (dormir e acordar sempre à mesma hora), ausência de stress (meditação diária ajuda muito) e jantares não muito pesados (uma digestão longa e difícil interfere no processo do sono). A melhor forma de tratar a paralisia do sono é viver de forma saudável de forma a evitá-la em primeiro lugar.

Durante um episódio de paralisia do sono recomenda-se serenidade. Nenhuma alucinação o pode magoar, dado que não têm uma realidade efetiva, só existem na sua mente. Quanto ao terror absoluto que pode ocasionalmente sentir, trata-se apenas de um sintoma da paralisia do sono e não um efeito de uma causa exterior a si.

Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo

Em Aguiar da Beira nasceu, a 13 de maio de 1744, frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo, ilustre sábio e célebre antiquário, um dos homens mais notáveis e eruditos do seu tempo. A ele se deve o Elucidário, onde foram publicados mais de uma dúzia de trabalhos.

A obra deste ilustre homem das letras foi revolucionária no seu tempo e ainda hoje é vista como um marco histórico-literário de valor nacional.

Padre Andrade Lopes

Natural da freguesia de Dornelas, em Aguiar da Beira, o padre António de Andrade Lopes licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, mas foi na sua terra que desenvolveu toda a sua obra e conquistou o coração dos conterrâneos.

Fundou e dirigiu o Centro Social e Paroquial de Dornelas, local de préstimo e prestígio no concelho de Aguiar da Beira.

Ponte do Candal

A Ponte do Candal, ou Portucalense, é um imóvel de interesse público localizado sobre a Ribeira de Coja, em Aguiar da Beira, numa zona rural, onde os pinheiros e os carvalhos se tornaram uma marca.

A ponte de granito é sustentada por dois arcos em volta perfeita. Esta travessia romana terá sido edificada entre os séculos II a.C. e IV d.C. e integrava-se na via romana proveniente de Viseu.

Termas da Cavaca

Conhecidas pelas suas águas termais, as Termas da Cavaca, em Aguiar da Beira, são indicadas para o tratamento de várias maleitas, como reumatismo, doenças de pele e bronquites.

É um local aprazível e naturalmente calmo, que convida ao descanso, até porque o espaço está envolvido por uma vegetação luxuriante.

Dólmen de Carapito

Situado numa paisagem rural, mais propriamente numa planície, na margem da ribeira do Carapito, o dólmen de Carapito é um dos quatro que existem nessa freguesia do concelho de Aguiar da Beira e está classificado como monumento nacional.

Datado do Neolítico final, sofreu com as intempéries ao longo dos anos, tendo, segundo consta, sido afetado pela queda de um raio. Foi explorado, pela primeira vez, no século XX, em 1948.

Décadas mais tarde, em 1966, Vera Leisner e Leonel Ribeiro procederam a escavações, tendo sido encontrados gravados em dois esteios motivos solares em forma de serpentes.

Lenda da Cegonha Cabicanca

Lenda de referência em Aguiar da Beira é a da cabicanca, uma estória que está associada à igreja de São Pedro, da qual já não há vestígios.

Consta que um dia ali apareceu um pássaro de grandes dimensões, com um bico muito grande, nunca antes visto por aquelas paragens. O povo, assustado, terá deixado de ir à missa e até o padre abandonou o seu templo, passando a celebrar as missas em Santo Eusébio. O povo não parava de exclamar: "Que bicanca!".

Um dia, um almocreve destemido que apareceu na povoação conseguiu matar a cegonha, a cabicanca. Foi feito herói e os habitantes de Aguiar da Beira passaram a ser conhecidos por cabicanca.

Romaria dos Santos Mártires em Águeda

A Festa dos Santos Mártires – Otão, Berardo, Acúrcio, Adjuto e Pedro – celebra-se na Paróquia de São Miguel (o padroeiro) de Travassô, em Águeda, nos dias 15 e 16 de janeiro de cada ano.

É uma festa religiosa importante pelo grande número de pessoas que polariza, por algumas manifestações de religiosidade popular com que está imbuída e pelo facto de ser celebrada em todo o país.