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Batalha de Adrianópolis

No dia 19 de agosto de 378, o imperador Valente (328-378) saiu da cidade de Adrianópolis (atual Edirne, na Turquia) para enfrentar os godos. Fazia muito calor e a marcha converteu-se numa tortura para a tropa, formada por 35 mil homens.

Ao fim de 12 quilómetros, à torreira do sol, vislumbraram os acampamentos inimigos no alto de uma colina. O chefe godo, que não tinha tido tempo para reagrupar as suas forças (cerca de 40 mil homens), incendiara os campos com feixes de lenha impregnados com azeite, para dificultar as movimentações do inimigo.

O cansaço e o excesso de confiança atrasaram muito as tropas romanas, que foram surpreendidas por um ataque dos godos e dos seus aliados, que as envolveram e destroçaram. O desastre foi total: dois terços dos legionários de Valente foram aniquilados à sua frente.

A cavalaria demonstrou a sua superioridade, pois a sua mobilidade impôs-se à formação estática das legiões, ao mesmo tempo que as armas venciam as barreiras dos escudos.

Adrianópolis foi o princípio do fim de Roma e da sua forma de guerrear. O resultado foi a morte da falange. A partir de então, as invasões germanas tornaram-se constantes, sobretudo no Ocidente, para onde foram habilmente dirigidas pelos romanos de Oriente, que não hesitaram em pagar para se livrarem da ameaça bárbara. O Império Romano do Ocidente estava prestes a sucumbir.

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