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Como vêem as coisas os animais que têm órgãos sensoriais diferentes dos nossos

Num dia de sol, uma abelha aproxima-se do que nos parece ser uma simples flor amarela. Quando aterra, segue uma pista bem marcada nas pétalas. A pouca distância dali, uma cobra cascavel dirige-se para um pequeno roedor, invisível aos nossos olhos devido à vegetação.

Cai a noite. Sob o soalho da cozinha de uma casa próxima, a mãe dos ratinhos-bebés deixou-os sozinhos no ninho. Eles sentem frio e começam a chamá-la – numa cacafonia ultra-sónica de gritos de aflição inaudíveis para nós e que a trazem de volta. Na sala ao lado, alguém muda o canal da TV. Um peixinho dourado, que nada no aquário, vê um raio de luz vermelha sair do controlo remoto do aparelho. Cá fora, uma mariposa pára de chofre o seu voo e cai no chão, evitando ser apanhada por um morcego.

Os seres humanos não estão equipados para receber os estímulos que provocam estas respostas. Muitos insetos, por exemplo, conseguem ver os raios ultravioletas. As pistas utilizadas pelas abelhas, quando aterram nas flores, são esquemas ultravioletas que as levam ao néctar. Por outro lado, as cascavéis sentem o calor ou radiações infravermelhas. Pertencem ao grupo de cobras chamadas víboras-de-buraco (pit vipers) porque têm «buracos» sensoriais extra, situados entre os olhos e as narinas, que lhe permitem localizar a presa pelo calor que emana.

O peixe dourado, como muitos de água doce, conseguem ver a luz para além do fim do espectro porque vivem em rios e ribeiros que se tornam cor de ferrugem quando se enchem de folhas mortas. No entanto, não detectam as radiações infravermelhas «vistas» pelas víboras-de-buraco.

Um mundo à parte

A rata-mãe e a mariposa – que escapou porque ouviu os guinchos do morcego – ouvem sons ultra-sónicos, tal como os cães quando respondem aos apitos especiais. No outro extremo do espectro sonoro, abaixo do nível da audição humana, estão os elefantes, que comunicam numa frequência de som muito baixa – os infra-sons. O elevado grau das capacidades sensoriais dos animais revela-lhes aspectos do mundo que nos passam despercebidos.

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