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Os índios Taulipang consideram a dor um tónico

A adolescência já é bastante difícil sem o seu início ser saudado com chicotadas, golpes no queixo, nos braços e no peito, e a aplicação contra o corpo de um cesto aberto com formigas que mordem. É assim que os índios Taulipang, da Guiana, na América do Sul, iniciam os rapazes na idade viril. E se algum dá sinais de medo ou de sentir a dor, a prova é repetida.

Cada parte da cerimónia tem o seu significado. A fustigação purifica o jovem e dá-lhe força. Os golpes no queixo destinam-se a torná-lo hábil no uso da zarabatana, e os dos braços melhoram o manejo do arco e das flechas. Dizem que a tortura das formigas o «revigora», mantendo-o ativo e bem desperto.

Os índios Taulipang não reservam estes dolorosos encontros com insetos apenas para ritos da puberdade. Muitos submetem-se a eles sempre que precisam de um tónico revigorante. Certa vez, toda a aldeia passou por esta cerimónia antes da chegada de um importante visitante. Os Taulipang afirmam também que isto repele a doença e lhes melhora o humor e a aptidão para a caça.

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