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Expansão do Universo: o desvio para o vermelho

Dois astrónomos do final do século XIX – Sir William Huggins, em Londres, e o alemão Hermann Vogel – aplicaram, independentemente, o princípio de Doppler.

Ao ser aplicado a ondas de luz, o efeito Doppler revela-se em cor. Na extremidade vermelha do espectro, as ondas luminosas têm maior comprimento; no extremo violeta, menor. Assim, o avermelhamento da luz proveniente de um corpo celeste é considerado como significando que este se está a afastar da Terra.

Este fenómeno é conhecido como o desvio para o vermelho. Pelo contrário, as ondas luminosas de uma fonte que se aproxima do observador tendem a mover-se no espectro em direção ao extremo violeta, onde se tornam mais intensas e mais frequentes.

As chamadas velocidades radiais de muitas estrelas foram medidas segundo este processo. Assim, Sirius aproxima-se do nosso sistema solar a 8 km/s. e Altair a 26. Por sua vez, Aldebaran afasta-se a 54 km/s. e Capella a 29.

Podem, evidentemente, admitir-se outras explicações para os desvios para o violeta e o vermelho nos astros e galáxias, mas, na sua maioria, os astrónomos modernos aceitaram os princípios do efeito Doppler.

Em 1924 o Dr. Edwin Hubble, do Observatório de Mount Wilson, na Califórnia, servindo-se dos instrumentos mais aperfeiçoados então disponíveis, colheu mais informações sobre o desvio para o vermelho, descobrindo que galáxias inteiras se afastavam provavelmente da Terra a velocidades tremendas.

Hubble concluiu que todo o Universo está sujeito a uma expansão contínua, que afasta entre si os elementos nele contidos. E, à medida que aumenta a distância que separa as outras galáxias da nossa, diminui a intensidade da radiação da luz que delas obtemos, motivo por que, segundo declarou Hubble, a luz das estrelas é excessivamente fraca para iluminar os nossos céus noturnos.

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