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Supernova de 1054: a explosão de uma estrela

Yang Wei-Te, astrónomo principal e o oficial da corte encarregado do calendário, prostrou-se perante o imperador Sung, de K'hai Feng, a antiga capital da China, e declarou com contido orgulho: «Observei o aparecimento de uma estrela.» Tratava-se, porém, da morte, e não do nascimento, da estrela como o astrónomo erradamente supunha.

Decorria o ano de 1054, e o povo da China maravilhava-se à medida que no céu a intensidade do brilho da estrela se aproximava do de Vénus, enquanto a sua coloração branco-avermelhada se tornava visível mesmo à luz do dia. Decorrido um mês, a estrela desaparecia e em breve era esquecida.

O que os observadores chineses tinham contemplado era a explosão de uma estrela maciça – chamada uma supernova – na constelação do Touro. Atualmente, o resultante dessa explosão é conhecida como a nebulosa Caranguejo, uma luminosa massa de gás que continua a expandir-se em todas as direções a 1120 km/s., sob a forma de uma nuvem gigantesca, de um branco-brilhante, cujos limites irregulares são ornados de filamentos vermelhos com aspecto de penugem.

Esta nebulosa foi descoberta pelos astrónomos depois da invenção do telescópio, e, em 1758, o astrónomo francês Charles Messier, que organizou um catálogo de enxames estelares e nebulosas, chamou à ténue mancha de gás, brilhando frouxamente nos céus, Messier 1 (nas modernas classificações designada por NGC 1952).

Mais tarde, no século XIX, o astrónomo amador Lord Rosse observou a mancha através do enorme telescópio por ele próprio construído em Birr Castle, perto de Athlone, na Irlanda, denominando-a nebulosa Caranguejo.

A radioastronomia identificou depois o Caranguejo como uma fonte espacial de raios X.

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