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História de Alcácer do Sal

Alcácer do Sal é uma povoação com origens muito remotas. Se das épocas anteriores à romanização os vestígios existentes são significativos, os da época romana impressionam pela sua abundância e importância. Depois da destruição provocada pelos invasores godos, em 715 foi conquistada pelos árabes, que foram seus senhores durante 400 anos e que a fizeram capital da sua província de Al-Kassar.

Da ocupação árabe ficaram marcas fortes, a começar pelo próprio topónimo, mas também o desenvolvimento agrícola e arquitetónico da cultura muçulmana, em especial o castelo de Taipa, que conserva no interior das muralhas o Convento de Aracoelli. Este castelo, mandado reconstruir por D. Dinis, foi tomado definitivamente aos mouros, em 1219, pelo rei D. Afonso II, uma conquista conseguida após anos de tentativas esforçadas, em que se inclui Afonso Henriques, que o tomou em 1158, para voltar a ser perdido para os árabes, em 1191.

Nesta altura, a cidade vivia uma situação bem diferente da grande prosperidade anterior. Como escreveu Alexandre Herculano, «Alcácer achava-se no século XII decaída da anterior grandeza, mas ainda se distinguia pelo pitoresco do sítio e pelo seu aprazível aspeto. Assente nas margens do Xetávir (...) grande número de embarcações subiam e desciam o rio carregadas com mercadorias que lhe alimentavam o comércio, necessariamente ativo pela proximidade da populosa Iábora. Cercavam-na por todo o lado extensos pinhais e as madeiras que neles se cortavam constituíam um dos principais objetos de exportação. Naturalmente férteis, os seus arredores eram ricos de gado (...). O mel que aí se recolhia formava uma parte da sua riqueza (...). Da sua importância militar, da fortaleza do castelo que a defendia é argumento quanto sangue custou aos cristãos a conquistá-la e reconquistá-la depois de perdida de novo.»

Foi Afonso II que, em 1218, lhe deu foral, reformado, em 1516, por D. Manuel, rei que está também associado a Alcácer do Sal pelo facto de ter sido aí que, em 1495, ainda duque de Beja, recebeu a notícia da morte de D. João II e foi, de imediato, aclamado rei.

Foi em Alcácer do Sal que nasceram figuras ilustres como Pedro Nunes, o matemático inventor do nónio, nascido em 1492, e Bernardim Ribeiro, novelista e poeta, nascido na vila do Torrão, no século XVI.

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