Os tempos violentos da Moscóvia de Boris Godunov a Miguel Romanov

A Rússia ou Moscóvia dilata-se através de toda a planície russa, indo do Mar Branco até ao Mar Cáspio, aflorando as fronteiras da Polónia e tocando as vizinhanças da Sibéria (o Ob e o Irtych são alcançados nos finais do século XVI). Estado tipicamente continental, sem qualquer acesso ao Mar Báltico, dificilmente contata com o resto da Europa por via do porto de Arkangelsk.

Após a morte de Ivan IV, o Terrível, em 1584, e tendo sido este príncipe o primeiro a tomar o título de Tsar, começa para a Rússia o período de violência e da perturbação. O governo do incompetente Fedor (1584-1598) cai nas mãos do enérgico Boris Godunov, em 1598, eleito pelo próprio povo.

Godunov consegue estabelecer em Moscovo um patriarcado independente do de Constantinopla e chama à sua corte artistas e técnicos ocidentais. Neste aspecto, antecipa-se a Pedro, o Grande.

Mas a instabilidade política continua a minar os alicerces de Moscóvia, com as intrigas dos boiardos, as lutas travadas com os prosélitos do falso Dimitri que era apoiado pela Polónia, acabando Godunov por morrer em 1605, quando os seus partidários começavam a abandoná-lo.

Fomes e epidemias avassalam a Rússia, a par de aventureiros sem escrúpulos que vão arruinando lentamente o antigo reino dos príncipes moscovitas.

Os Suecos instalam-se nas regiões do norte e os boiardos desencorajados elegem como Tsar o filho do rei da Polónia, cujos exércitos ocupam Moscovo em 1611.

Em 1612, uma milícia nacional à frente da qual se encontram o príncipe Pojarsky e o marchante Minine, provoca uma revolta nas cidades do norte e do leste.

Em 1613, uma grande assembleia de representantes proclama Tsar um jovem nobre de 15 anos de nome Miguel Romanov.

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