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Os pães de S. Gonçalo

Em Amarante, durante as festas de S. Gonçalo, fabrica-se um pão de forma fálica, coberto com calda de açúcar, que os jovens da terra oferecem tradicionalmente às namoradas.

Ignora-se a origem deste costume, que não está estudado, mas que se integra num contexto geral de culto da fertilidade, estranhamente ligado a S. Gonçalo, santo casamenteiro padroeiro de Amarante, que aparece mencionado em quadras obscenas e com o qual se relaciona a prática de atos escatológicos de caráter erótico, como o hábito de as mulheres levantarem as saias em frente do seu túmulo, aparentemente a fim de garantirem a sua própria fertilidade.

A mesma simbologia aparece no costume vigente nas romarias dos arredores de Penafiel, segundo o qual os rapazes, empunhando «sardões» doces, dirigem graças pesadas às jovens, bem como em Lamego, por ocasião das festas de S. Lázaro, onde os jovens de ambos os sexos propõem mutuamente a troca de «roscas» por «pitinhos».

Na região de Elvas, por ocasião da Páscoa, oferecem-se aos rapazes folares em forma de lagartos, pintos e borregos, e às jovens esses mesmos pães doces típicos com o formato de pintainhos, pombas e borreguinhas, por vezes guarnecidos com fitas de papel de cores.

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