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Grande Muralha da China: o baluarte que se conservou durante 2 mil anos

De todas as obras realizadas pela mão do homem, a que constitui o trabalho de construção de maior envergadura é a Grande Muralha da China. Grande como o seu nome o indica, estende-se ao longo de 2694 quilómetros, do mar Amarelo, em direção a oeste, até à Porta de Jade, onde a antiga Rota da Seda se interna na deserta Ásia Central.

Shih Huang-Ti, imperador da dinastia Chin, começou em 214 a.C. a construção da muralha, destinada a proteger a sua vulnerável fronteira setentrional, aberta às incursões dos cruéis cavaleiros mongóis do Hsiung-Nu – os Hunos, que, séculos mais tarde, derrubariam o Império Romano.

Dezenas de milhares de criminosos, divididos em turnos, realizaram trabalhos forçados para completar a muralha, cuja construção, segundo as lendas chinesas, custou mais de 1 milhão de vidas.

Linhas de ramificação

A ideia de uma muralha defensiva não era nova. Séculos atrás, reis e príncipes haviam erguido muralhas em torno das suas cidades. Shih Huang-Ti juntou três secções dessas velhas muralhas fronteiriças para formar um sistema de defesa contínuo rodeando todo o seu império.

De alguns pontos da muralha principal partem ramificações que formam defesas locais – e por vezes existe uma dupla ou tripla linha de defesas. Em algumas zonas a muralha é apenas de terra, em outras transforma-se num talude de cascalho revestido de tijolos ou pedras.

Sob o ponto de vista da eficácia, numa época em que não havia artilharia, as muralhas manteriam e mantinham os invasores à distância. A dificuldade residia na manutenção de uma força defensiva permanente, exigência que se tornava praticamente impossível de satisfazer.

Fama universal

Shih Huang-Ti morreu quatro anos apenas após o início dos trabalhos, mas os seus sucessores prosseguiram a tarefa. A muralha foi reparada e prolongada, atingindo em alguns locais a altura de 9 metros, com torres de 12 metros de 200 em 200 metros e taludes de 9,5 metros.

Assim, decorridos mais de 2 mil anos, a escalada sinuosa através dos montes a norte de Pequim constitui ainda um espetáculo intimidante para o observador que se encontre quer em terra, quer no espaço – pois a Grande Muralha é a única realização humana de dimensões suficientemente grandes para ser visível do espaço.

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