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Israel Rouchomovsky e a tiara de ouro falsificada

Durante 7 anos, uma tiara de ouro de valor incalculável ocupou um lugar de destaque no Louvre. Fora encontrada no local onde outrora se erguera a cidade de Olbia, na Rússia Meridional, e ostentava esta inscrição em grego: «Do Senado e do Povo de Olbia ao Grande e Invencível Saitaphernes.»

O Louvre pagou 200 000 francos pela tiara exposta ao público no dia 1 de abril de 1896. A jóia encontrava-se em excelente estado de conservação para um objeto ao qual se atribuía uma idade de aproximadamente 2200 anos. Era natural que assim acontecesse – a tiara fora fabricada havia apenas alguns meses.

Em 1895 Schapschelle Hochmann, um negociante de trigo romeno, encarregou um ourives, Israel Rouchomovsky, de fabricar uma tiara de ouro em estilo antigo.

Hochmann pagou a Rouchomovsky 2000 rublos pelo trabalho, recebeu a tiara e, cuidadosamente, para não danificar as decorações, amolgou-a para que parecesse antiga.

A tiara permaneceria ainda hoje em exibição se um pintor de Montmartre, conhecido como Elina, não tivesse falsamente pretendido havê-la criado. Um amigo de Rouchomovsky, que vivia em Paris e que vira o ourives trabalhar na tiara, não permitiu que um artista desconhecido alcançasse a fama de a ter fabricado e denunciou a fraude.

A obra, cujo valor chegou a ser considerado incalculável, só aparece agora nas raras exposições de falsificações que o Louvre às vezes promove.

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