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As Maravilhas da Antiguidade

Se se quiser saber alguma coisa sobre as atuais maravilhas do mundo, será mais acertado recordar primeiro quais foram as sete maravilhas da Antiguidade. Todos se lembram delas. Em primeiro lugar, as Pirâmides de Gizé, no Egito, depois os Jardins Suspensos de Semíramis, na Babilónia, depois... E aqui começa-se a hesitar, o que não admira se tivermos em conta que, à parte as Pirâmides do Egito, já não existe qualquer das outras maravilhas da época clássica.

Seis dos sete admiráveis monumentos e esculturas da Antiguidade desapareceram da face da terra. Da Estátua de Zeus em Olímpia, obra do escultor Fídias, e do Colosso de Rodes não se sabe sequer o aspecto que tinham e só podemos imaginá-los através de descrições imperfeitas e de reproduções estilizadas nas moedas. O Templo de Artemisa em Éfeso, o Mausoléu de Halicarnasso e o Farol de Alexandria puderam ser reconstruídos, graças a documentos históricos, com um aspecto que se pode considerar muito próximo do original.

A primeira lista das maravilhas do mundo parece ter sido elaborada pelo poeta grego Antípatro de Sídon, entre os anos 150 e 120 a.C. Ignora-se os motivos que o levaram a fazê-la. Não se sabe sequer se Antípatro conhecia diretamente tais maravilhas. Todas elas foram escolhidas a partir de um ponto de vista grego; contudo apenas uma o poeta situou no território da Grécia atual: a Estátua de Zeus criada por Fídias. Três obras maravilhosas encontravam-se na Ásia Menor: o Colosso de Rodes, o Templo de Artemisa em Éfeso e o Mausoléu de Halicarnasso.

Para se chegar às Pirâmides de Gizé, tinha que se fazer uma viagem um pouco maior e se acaso se queria ver os Jardins Suspensos deveria ir-se à Babilónia.

Antípatro eliminou as maravilhas que estavam ao alcance imediato dos gregos, tais como a Acrópole de Atenas. Outras, não pôde incluir por já estarem destruídas, como, por exemplo, a Torre de Babel. Ele não oferecia ruínas aos seus contemporâneos, mas sim obras que pudessem ser realmente admiradas.

O facto de as maravilhas do mundo serem precisamente sete e não treze ou vinte, deve-se certamente ao valor simbólico do número 7. Durante os últimos anos foram consideradas como a «oitava maravilha do mundo» algumas dezenas de obras notáveis de engenharia espalhadas por todo o mundo.

As primeiras reconstruções, extremamente cheias de fantasia, das maravilhas do mundo antigo surgiram quando a Europa começou a recordar a época clássica. Marten de Vos (1532-1603) e o jesuíta Atanásio Kircher, nascido em 1601 em Fulda e muito conhecido na sua época, realizaram as primeiras obras deste género. Fischer de Erlach (1556-1623) aproximou-se mais da realidade. Mas só se conseguiram reproduções válidas quando os arqueólogos começaram a atuar.

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