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Os homens mais velhos do mundo vivem no Estado russo da Geórgia?

Os centenários vivos em todo o mundo atingiam em 1972, consoante um cálculo das Nações Unidas, o número de 25 000. Segundo a União Soviética, 21 000 viviam na Rússia. Se este número não fosse tão elevado, os dados fornecidos pelos Russos poderiam ter sido aceites sem um exame minucioso; as percentagens citadas, porém, suscitaram a desconfiança dos peritos em estatística.

O Estado da Geórgia, local do nascimento de Estaline, era particularmente famoso pela longevidade dos seus habitantes: dizia-se que em cada 100 000 habitantes 51 tinham uma idade superior a 100 anos. Em 1961 os Russos declararam que, no Estado de Azerbaijão, a percentagem de centenários era de 84 por 100 000. Segundo a mesma sondagem, 592 pessoas haviam ultrapassado a idade de 120 anos. Relatos ocasionais da região do Cáucaso mencionam a existência de habitantes com 150 anos. A um homem que morreu em 1973 foi atribuída a idade de 168 anos.

Depois de minuciosamente analisados, todos estes dados provaram não corresponder à verdade dos factos.

Em primeiro lugar, embora a Rússia afirme que vivem no país várias centenas de indivíduos com idade muito superior a 114 anos, esta é a idade limite de qualquer caso de longevidade confirmado em qualquer local do mundo.

Em segundo lugar, onde quer que estes pretensos centenários existam em quantidades excepcionalmente grandes, verificam-se anomalias que os peritos em estatística consideram suspeitas, tais como o facto de não existir um número proporcionalmente elevado de octogenários ou nonagenários, lacuna que não conseguem explicar, pois, se as pessoas nascidas há mais de 100 anos têm uma vida tão longa, não se compreende por que motivo morrem tão novas as que nasceram apenas há 70 ou 80 anos.

Os exames médicos vieram robustecer estas suspeitas, pois parecem indicar que, na sua maior parte, os supostos centenários não atingiram sequer os 80 anos.

Muitos destes anciãos, de que não existem certidões de nascimento, são analfabetos e ignoram a noção de datas. Nas áreas onde vivem, as pessoas idosas são veneradas, e é motivo de grande prestígio ser-se considerado um patriarca. Houve mesmo quem sugerisse que alguns dos anciãos menos ingénuos acrescentaram anos à sua idade, em 1914, para evitarem a incorporação nos exércitos do czar, vendo-se desde então obrigados a manter a fraude.

Qualquer que seja a verdade, os estatísticos suspeitam de que nesta zona do mundo os homens não são tão velhos quanto pretendem.

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