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As últimas vontades de Shakespeare

Quando Shakespeare morreu – no dia do seu 52.º aniversário, a 23 de abril de 1616 – era um homem rico, conforme prova o seu testamento. A herança deixada à sua filha mais velha, Susanna, incluía «todos os meus celeiros, estábulos, pomares, jardins e casas...»

Mas quanto à sua mulher, Anna Hathaway, havia apenas uma menção no testamento: «Deixo à minha mulher a segunda melhor cama juntamente com a mobília.» Revelará isto falta de amor conjugal? Talvez não. Como viúva de Shakespeare, Anna receberia legalmente uma herança substancial que não precisava de ser especificada. E a «segunda melhor cama» era a do casamento, que durara uma vida inteira, pois a melhor cama destinava-se aos convidados. Talvez se tratasse, portanto, de uma enternecedora prova de amor.

Não há qualquer referência no testamento ao vasto legado das peças e poemas de Shakespeare. Como não existiam direitos de autor, a obra não pertencia a ninguém e não possuía valor material.

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