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História de Albufeira

A presença humana na região do centro do Algarve remonta ao Paleolítico, como testemunham os vestígios arqueológicos encontrados em Vale Faro. Mais tarde, a fertilidade dos solos e a existência de jazigos minerais revelaram-se factores determinantes para a fixação de vários povos.

Segundo diversos autores, a origem de Albufeira reside numa feitoria fenícia, fundada cerca de 970 a.C. Este povo de navegadores e comerciantes traria aqui as suas embarcações para efetuar trocas.

A colonização romana ocorreu no século II a.C. Albufeira passou a chamar-se então Baltum. Com a presença dos romanos, a vida dos povos primitivos sofreu uma grande transformação. A agricultura desenvolveu-se e o comércio prosperou. Assistiu-se também ao nascimento de uma organização administrativa. Foram ainda construídos aquedutos, estradas e pontes, dos quais ainda restam vestígios.

Com a queda do Império Romano, de vila romana passou a freguesia visigótica, surgindo o pároco como o chefe religioso das populações cristianizadas.

Em 716, os árabes conquistam a antiga Baltum e chamam-lhe Al-Buhera, que significa "Castelo do Mar". Cinco séculos de permanência árabe levaram a uma alteração das paisagens. Toda a região se tornou próspera, fortalecendo as trocas comerciais com o norte de África. É deste período a construção dos castelos de Albufeira e de Paderne.

A conquista cristã aos árabes deu-se em 1189, durante o reinado de D. Sancho I, mas de novo ficou sob jugo muçulmano. A posse definitiva para os cristãos foi conseguida por D. Afonso III, em 1249. Em 1250, aquele monarca faz doação do castelo de Albufeira à Ordem Militar de Avis.

A 20 de agosto (data do feriado municipal) de 1504, D. Manuel I concedeu o foral à vila de Albufeira.

No terramoto de 1755, o mar invadiu toda a zona baixa de Albufeira, atingindo cerca de dez metros de altura. Quase todos os edifícios foram destruídos, incluindo a antiga igreja de Santana. O castelo sofreu grandes danos e a igreja matriz, localizada na zona alta, ruiu e provocou 227 mortos.

A Revolução de 1820 teve o apoio quase total da população do concelho. Em 1822, nas casas da Câmara, foi aclamada a Constituição. No entanto, o movimento miguelista levou a Albufeira a guerrilha do "Remechido", que pôs a vila a ferro e fogo.

No século XIX, a atividade piscatória deu um grande impulso económico ao município, com a exportação de peixe e de frutos secos a tornarem-se os principais meios de lucro da região.

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