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Que levou os primitivos camponeses a ir para a cidade?

Cerca de 10.000 a.C., o tempo mudou no mundo – e para melhor. As camadas de gelo que tinham coberto por milénios a maior parte do hemisfério setentrional começaram a derreter-se. Numa zona do Médio Oriente, o Crescente Fértil, o resultado foi algo nunca antes visto: o nascimento de autênticas cidades.

Durante milhares de anos, as pessoas alimentaram-se da caça, da pesca e de plantas comestíveis. No Crescente Fértil, porém, o novo tipo de tempo – invernos frios e chuvosos seguidos de verões tórridos – alteraram esta maneira de viver. Plantas como o trigo e a cevada silvestres desenvolviam-se na primavera e germinavam de novo antes de a terra ressequir.

Os habitantes das cavernas da região cedo perceberam ser mais fácil mudarem-se para os campos de cereais do que arrastar as colheitas até às cavernas. Para executar depressa a colheita, grupos instalaram-se ali, trabalhando em conjunto. A certa altura, aumentaram a produção semeando os cereais.

Foi só necessário mais um passo para estas aldeias agrícolas se transformarem em cidades. Cerca de 9000 a.C., o abastecimento de alimentos ficou assegurado quando os camponeses aprenderam a irrigar o solo. Havia, de facto, excedentes de alimentos, circunstância de tal modo inédita que aqueles que os controlavam eram tratados como deuses.

Ao mesmo tempo, as pessoas eram atraídas para as aldeias onde se guardavam os alimentos, as quais se tornaram vilas, desenvolvendo ofícios especializados para servir a bem alimentada população. Por volta de 3500 a.C., nas áreas férteis do Médio Oriente existiam povoações que, pela sua organização e economia, eram autênticas cidades.

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